A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 108, que regulamenta o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), concluindo a etapa legislativa central da Emenda Constitucional nº 132/2023. A medida é decisiva para a transição tributária a partir de janeiro de 2026 e desloca o foco da reforma do campo normativo para a governança, tecnologia e execução operacional do novo sistema.
Com a aprovação antes do recesso parlamentar, o Brasil entra na fase mais sensível da reforma: a implementação prática. A criação do Comitê Gestor do IBS estabelece a estrutura responsável por normatizar, arrecadar, distribuir receitas e coordenar a fiscalização do imposto que substituirá ICMS e ISS.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que foi aprovado e por que isso muda o jogo
O PLP 108 regulamenta o Comitê Gestor do IBS, órgão com:
- Independência administrativa e financeira;
- Representação de Estados, Distrito Federal e Municípios;
- Competência para editar normas nacionais uniformes;
- Responsabilidade pela arrecadação e distribuição automática do IBS com base no destino do consumo.
Na prática, o Comitê passa a ser o “cérebro operacional” do novo IVA brasileiro.
Análise técnica — Thiago Leite
“A aprovação do Comitê Gestor encerra a fase política da reforma e inaugura a fase mais arriscada: a execução. A partir de 2026, o risco deixa de ser interpretativo e passa a ser operacional.
Empresas não serão autuadas porque discordam da lei, mas porque erram cadastro, sistema, crédito, fornecedor ou integração. O IBS é um imposto tecnicamente sofisticado, mas implacável com falhas de processo. Governança e evidência passam a valer mais do que teses.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
Estrutura do Comitê Gestor e funções estratégicas
Entre as atribuições centrais do Comitê Gestor do IBS estão:
- Edição de normas nacionais de incidência, crédito e obrigações acessórias;
- Coordenação da fiscalização integrada;
- Administração do contencioso administrativo do IBS;
- Distribuição automática da arrecadação entre entes federativos.
O modelo busca reduzir conflitos federativos, mas exige alto grau de padronização tecnológica e procedimental.
Alterações relevantes em outros tributos
O PLP 108 também promove ajustes relevantes:
- ITCMD: progressividade obrigatória, teto de 8%, incidência sobre bens no exterior e trusts;
- ITBI: possibilidade de uso do valor de mercado e pagamento já na lavratura da escritura;
- Fiscalização: integração para evitar multas duplicadas;
- Transição: período educativo de 60 dias, com conversão de autuações em orientações.
Alerta L4 Taxx – a lei terminou, o risco começou
Com a regulamentação aprovada, o risco deixa de ser normativo e passa a ser:
- Erro de cadastro;
- Falha de integração de sistemas;
- Crédito perdido por erro do fornecedor;
- Bloqueio automático em apuração assistida.
Comparativo executivo: Antes e Depois do Comitê Gestor do IBS
| Dimensão | Sistema anterior | Com Comitê Gestor do IBS | Leitura C-level L4 Taxx |
|---|---|---|---|
| Governança | Fragmentada entre entes | Centralizada e normativa | Menos tese, mais execução |
| Fiscalização | Múltiplas autuações | Fiscalização integrada | Erro operacional vira passivo |
| Créditos | Discussão jurídica | Apuração assistida | Fornecedor errado = crédito perdido |
Estudos de Caso L4 Taxx – Governança e Execução do IBS
Os estudos de caso abaixo têm como objetivo demonstrar como a regulamentação do Comitê Gestor antecipa riscos operacionais concretos e como a preparação estratégica evita perdas financeiras e bloqueios automáticos de crédito.
Estudo de Caso 1 – Indústria com cadeia interestadual
- Contexto: múltiplos fornecedores e estados.
- Desafio: crédito condicionado ao recolhimento do fornecedor.
- Plano L4 Taxx: validação de parceiros e trilha probatória.
- Resultado: preservação de créditos e previsibilidade.
Estudo de Caso 2 – Empresa de serviços digitais
- Contexto: alto volume transacional.
- Desafio: split payment e fluxo de caixa.
- Plano L4 Taxx: simulações e ajuste financeiro.
- Resultado: redução de impacto no capital de giro.
Estudo de Caso 3 – Grupo com histórico de contencioso
- Contexto: dependência de teses judiciais.
- Desafio: migração para modelo preventivo.
- Plano L4 Taxx: governança e controles internos.
- Resultado: redução de exposição a autuações.
Conclusão: a reforma agora depende de método
Com a regulamentação do Comitê Gestor do IBS, a reforma tributária deixa de ser um debate legislativo e se transforma em um desafio operacional. A partir de 2026, empresas que não estruturarem processos, sistemas e governança enfrentarão bloqueios automáticos, perda de créditos e aumento de passivos silenciosos.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
Leitura estratégica da transição
- Mapeamento de riscos operacionais;
- Simulações de impacto em caixa e crédito;
- Planejamento para split payment.
Governança e execução
- Integração fiscal, contábil e tecnológica;
- Trilhas probatórias e controles;
- Preparação para fiscalização automatizada.
Prevenção de contencioso
- Redução de vulnerabilidades;
- Padronização de procedimentos;
- Estratégia orientada à estabilidade.
2026 não será sobre discutir a lei. Será sobre operar corretamente.
A L4 Taxx traduz a reforma em processos, sistemas e decisões seguras para atravessar a transição sem perda de crédito ou previsibilidade.
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