Em 2026, a consultoria tributária deixa de ser predominantemente interpretativa e passa a ser operacional, tecnológica e probatória. Com o início da fase técnica do IVA Dual, a preparação das empresas exige adaptação real de processos, sistemas e pessoas. Não se trata de pagar imposto novo, mas de operar corretamente um sistema novo — e erros nessa fase geram passivos silenciosos.
A transição para o novo modelo tributário brasileiro começa em janeiro de 2026, com testes obrigatórios, convivência de regimes e exigências técnicas imediatas. Empresas que tratam esse período como “ano neutro” tendem a descobrir inconsistências quando o custo já estiver materializado.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que muda na prática em 2026 com o IVA Dual
O ano de 2026 marca o início da transição para o IVA Dual, composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirão gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS. As principais mudanças práticas são:
- Destaque nas notas fiscais: IBS (0,1%) e CBS (0,9%) devem ser destacados em NF-e e NFC-e, sem recolhimento efetivo;
- Convívio de regimes: tributos atuais e novos impostos coexistem no mesmo documento;
- Novos layouts fiscais: ERPs e sistemas de emissão precisam atender aos campos e validações técnicas;
- Simples Nacional: optantes não sofrem alterações em 2026, passando ao destaque apenas em 2027.
O risco não está na alíquota simbólica, mas na forma como a operação é registrada, validada e cruzada pelo fisco.

Análise técnica — Thiago Leite
“Em 2026, a consultoria tributária deixa de responder apenas ‘o que a lei diz’ e passa a responder ‘como a empresa opera’. A fase técnica antecipa o padrão de fiscalização do futuro: automatizado, cruzado e probatório.
Quem errar em cadastro, integração ou fluxo documental não terá autuação imediata, mas cria um passivo oculto que aparece quando o crédito não valida, quando o fornecedor falha ou quando o sistema trava. A consultoria passa a ser preventiva, operacional e estratégica.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
Passos essenciais para a preparação em 2026
1. Planejamento e diagnóstico de impacto
- Mapear impactos em preços, margens e fluxo de caixa;
- Identificar riscos por tipo de operação e cadeia de fornecimento;
- Priorizar ajustes com maior impacto operacional.
2. Revisão de contratos e processos
- Ajustar cláusulas de repasse e responsabilidade tributária;
- Mapear processos de faturamento, compras e recebimentos;
- Evitar lacunas entre jurídico, fiscal e financeiro.
3. Investimento em tecnologia e ERP
- Atualizar sistemas para novos layouts e validações;
- Garantir consistência cadastral (produtos, NCM, serviços);
- Preparar integração com apuração assistida do fisco.
4. Capacitação das equipes
- Treinar áreas fiscal, contábil, compras e faturamento;
- Padronizar rotinas e responsabilidades;
- Reduzir dependência de correções manuais.
5. Automação e integração financeira
- Automatizar emissão e validação de documentos fiscais;
- Integrar fluxo de caixa e escrituração;
- Evitar divergências entre pagamento e documento fiscal.
6. Consultoria tributária especializada
- Leitura técnica da norma aplicada à operação real;
- Identificação de riscos ocultos;
- Construção de trilha probatória desde a fase técnica.
Alerta L4 Taxx – 2026 não é neutro
A fase técnica não gera arrecadação, mas gera histórico. Sistemas, cadastros e processos testados em 2026 serão a base da fiscalização em 2027. Erros repetidos viram padrão — e padrão vira autuação.
Conclusão: consultoria tributária em 2026 é método, não opinião
A preparação para 2026 exige abandonar improvisos. A consultoria tributária passa a integrar estratégia, tecnologia e operação. Empresas que estruturam diagnóstico, sistemas e governança agora atravessam a transição com controle. As que adiam entram em modo corretivo, com custo maior e menos margem de decisão.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
Diagnóstico e leitura estratégica
- Análise de impacto do IVA Dual;
- Mapeamento de riscos operacionais;
- Simulações práticas de cenários.
Execução técnica e governança
- Adequação de processos e sistemas;
- Organização de trilhas probatórias;
- Integração fiscal, contábil e financeira.
Prevenção de passivos ocultos
- Validação de fornecedores e operações;
- Redução de erros sistêmicos;
- Preparação para fiscalização automatizada.
2026 vai testar sua operação antes de testar seu caixa.
A L4 Taxx transforma a transição tributária em processo, controle e decisão segura.
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