Para CFO, CEO, empresário, contador e jurídico, o Fator R deixou de ser um detalhe técnico do Simples Nacional e virou um divisor financeiro. Em 2026, esse cálculo define se prestadores de serviço pagam impostos a partir de 6% ou a partir de 15,5%. Quem não acompanha o Fator R mês a mês costuma pagar mais imposto sem perceber — acreditando, inclusive, que está “bem enquadrado”.
O Simples Nacional carrega um nome enganoso. Para empresas de serviço, especialmente intensivas em mão de obra, a escolha do anexo não é automática. Ela depende de um cálculo objetivo, mas mal monitorado: a relação entre folha de pagamento e receita bruta. É aqui que o Fator R decide o jogo.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que é o Fator R e por que ele muda tudo
O Fator R é o cálculo que define se uma empresa do Simples Nacional será tributada pelo Anexo III (alíquotas menores) ou pelo Anexo V (alíquotas maiores). Ele compara quanto a empresa paga de folha de salários com o quanto ela fatura.
A regra é simples no papel, mas estratégica na prática: a depender do resultado, a carga tributária muda de patamar.
Como calcular o Fator R
O cálculo considera sempre os últimos 12 meses:
- Folha de salários: salários, FGTS e pró-labore dos sócios;
- Receita bruta: faturamento total do período;
- Não entram no cálculo: encargos previdenciários (INSS patronal).
Fórmula:
- Fator R = Folha de salários (12 meses) ÷ Receita bruta (12 meses)
A regra dos 28%: onde o imposto muda de verdade
É aqui que o Simples deixa de ser simples:
- Fator R ≥ 28%: enquadramento no Anexo III (alíquotas a partir de 6%);
- Fator R < 28%: enquadramento no Anexo V (alíquotas a partir de 15,5%).
Uma pequena diferença no cálculo pode representar milhares de reais por ano em imposto.
Quem costuma ser impactado pelo Fator R
O Fator R afeta principalmente atividades de serviço, como:
- Fisioterapia e clínicas;
- Medicina e saúde;
- Advocacia;
- Engenharia e arquitetura;
- Consultoria;
- Publicidade e marketing;
- Desenvolvimento de sistemas e tecnologia.
Empresas intensivas em mão de obra tendem a se beneficiar — desde que monitorem o cálculo corretamente.
Comparativo: empresa que controla o Fator R x empresa que ignora
| Dimensão | Sem controle | Com controle | Impacto |
|---|---|---|---|
| Anexo | Entra no V por padrão. | Busca o III quando possível. | Menor imposto. |
| Pró-labore | Definido sem estratégia. | Ajustado com simulação. | Eficiência fiscal. |
| Resultado | Imposto maior e fixo. | Carga otimizada. | Proteção de caixa. |
Alerta L4 Taxx – aumentar pró-labore sem simular pode sair caro
- Pró-labore maior ajuda no Fator R;
- Mas gera IRRF e INSS para o sócio;
- Sem simulação, o “benefício” vira custo;
- A decisão correta é sempre comparativa.
Checklist executivo: você controla o Fator R?
- Você acompanha o Fator R mensalmente?
- Conhece o impacto real do pró-labore?
- Simula antes de ajustar folha?
- Sabe quando muda de anexo?
- Tem evidência e documentação organizada?
Scoring L4 Taxx (0–100): maturidade no uso do Fator R
| Critérios (20 pontos cada) | O que avaliar |
|---|---|
| Monitoramento | Acompanhamento mensal. |
| Pró-labore | Definição estratégica. |
| Simulação | Teste de cenários. |
| Documentação | Evidências organizadas. |
| Decisão | Ativa, não reativa. |
Como interpretar o resultado
- 0–39: alto risco de pagar imposto maior.
- 40–69: há espaço claro de melhoria.
- 70–89: bom controle.
- 90–100: uso estratégico do Fator R.
Estudos de Caso L4 Taxx
Os estudos de caso abaixo mostram como inteligência tributária se traduz em aplicação prática, governança, documentação, integração sistêmica, trilha probatória e redução de risco de glosa, autuação, perda de margem e caixa.
Estudo de Caso 1 – Clínica no Simples pagando imposto maior
- Contexto: alta folha, pró-labore baixo.
- Desafio: tributação no Anexo V.
- Diagnóstico L4 Taxx: Fator R abaixo de 28%.
- Plano de ação: ajuste estratégico de pró-labore.
- Resultado: migração para Anexo III.
Estudo de Caso 2 – Empresa nova sem histórico
- Contexto: início de atividade.
- Desafio: definir anexo corretamente.
- Diagnóstico L4 Taxx: projeção mensal anualizada.
- Plano de ação: simulação desde o primeiro mês.
- Resultado: enquadramento correto desde o início.
Estudo de Caso 3 – Consultoria com crescimento rápido
- Contexto: aumento de faturamento.
- Desafio: risco de cair no Anexo V.
- Diagnóstico L4 Taxx: Fator R em queda.
- Plano de ação: planejamento de folha e pró-labore.
- Resultado: manutenção no Anexo III.
Conclusão – no Simples, quem não calcula paga mais
O Fator R é um número simples, mas poderoso. Ele separa empresas que aceitam a carga tributária daquelas que a gerenciam com método. Em 2026, controlar esse cálculo é proteger margem e caixa.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
A L4 Taxx ajuda empresas do Simples Nacional a usar o Fator R de forma estratégica.
Diagnóstico
- Cálculo e histórico do Fator R;
- Mapeamento de risco por anexo;
- Plano de ajuste.
Planejamento fiscal estratégico
- Simulação de pró-labore e folha;
- Comparação de cenários;
- Decisão com método.
Compliance tributário
- Organização documental;
- Monitoramento recorrente;
- Previsibilidade.
Simule agora o seu Fator R
Veja se você está no anexo correto — antes de pagar mais imposto.
Calculadora: Comparativo Fator R (Simples Nacional)
Descubra se sua empresa pode pagar menos impostos (Anexo III) ajustando o Pró-labore.
Faturamento Acumulado
Preenchimento obrigatório.
Some todas as notas fiscais emitidas nos últimos 12 meses (RBT12). O cálculo oficial utiliza este período.
Folha de Pagamento Total
Preenchimento obrigatório.
O que incluir na soma?
- Salários Brutos de Funcionários
- Pró-labore dos Sócios
- FGTS e CPP (INSS Patronal)
Resultado do Enquadramento
- RBT12: R$ 0,00
- Folha12: R$ 0,00
Valor que falta somar à sua folha acumulada (12 meses) para atingir os 28%.
Memória de Cálculo
Detalhamento da apuração do Fator R:
| Item | Valor |
|---|
Análise Técnica
Consultoria Tributária
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