Uma pesquisa recente da Qive revela um dado alarmante: 40% das empresas brasileiras afirmam não ter identificado impactos relevantes da Reforma Tributária do Consumo (RTC). Em um cenário em que a reforma já está em vigor e entra em fase técnica a partir de 2026, o número expõe um risco operacional silencioso — não compreender o impacto não significa ausência de risco, mas ausência de preparo.
O levantamento ouviu 406 profissionais de empresas de diferentes portes e setores e indica que a maioria das organizações ainda trata a reforma como um tema futuro, quando, na prática, os ajustes técnicos, cadastrais e sistêmicos já deveriam estar em andamento.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que a pesquisa Qive revela sobre a preparação das empresas
Os dados mostram um descompasso relevante entre o avanço regulatório e a maturidade operacional das empresas:
- 40% das empresas não identificaram impactos da reforma;
- 25% afirmam que ainda pretendem iniciar a preparação;
- 38% começaram algum mapeamento efetivo;
- Entre PMEs, 60% ainda não iniciaram qualquer ação;
- Entre grandes empresas, 85% já acompanham notas técnicas e propostas da RTC.
O contraste por porte indica que governança e capacidade de antecipação são fatores críticos de sobrevivência no novo sistema.

Análise técnica — Thiago Leite
“O dado mais preocupante da pesquisa não é que 40% das empresas não estejam prontas. É que elas acreditam que não há impacto relevante. Na Reforma Tributária, o risco não se manifesta primeiro no imposto, mas no processo.
Quem não mapeia impacto agora tende a descobrir o problema quando o crédito é bloqueado, quando o fornecedor erra ou quando o sistema não conversa com o fisco. Em 2026, a fiscalização será assistida, automatizada e probatória. A ausência de preparo vira passivo silencioso.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
O que muda na prática a partir de 2026
Segundo a pesquisa, mais de 60% das empresas planejam reforçar controles em 2026, com foco em:
- Automação ou aumento da periodicidade de conferência de documentos fiscais;
- Revisão de rotinas de faturamento, compliance e integração entre áreas;
- Adequação de sistemas e layouts fiscais;
- Inclusão de novos campos obrigatórios;
- Alteração do CNPJ para o formato alfanumérico.
O problema é que essas ações, quando iniciadas apenas em 2026, tendem a ocorrer sob pressão, com maior custo e menor margem de erro.
Alerta L4 Taxx – não identificar impacto é o maior risco
Na Reforma Tributária do Consumo, o risco não está apenas em pagar mais imposto, mas em:
- Perder créditos por erro sistêmico;
- Assumir custo por falha de fornecedor;
- Sofrer bloqueios automáticos na apuração assistida;
- Não conseguir sustentar prova em fiscalizações futuras.
Comparativo: Empresas preparadas x Empresas reativas
| Dimensão | Empresas preparadas | Empresas reativas | Impacto C-level |
|---|---|---|---|
| Leitura da reforma | Projeto estratégico | Tema futuro | Surpresa operacional |
| Sistemas | Adaptados com antecedência | Ajustes emergenciais | Custo e instabilidade |
| Créditos | Gestão ativa e validada | Perda por erro de processo | Impacto direto em caixa |
Estudos de Caso L4 Taxx – Preparação e Redução de Risco na RTC
Os estudos abaixo demonstram como empresas em diferentes estágios de maturidade conseguiram reduzir riscos ao antecipar a preparação para a Reforma Tributária do Consumo.
Estudo de Caso 1 – PME sem mapeamento de impacto
- Contexto: empresa sem leitura estruturada da RTC.
- Desafio: desconhecimento de impactos em crédito e faturamento.
- Plano L4 Taxx: diagnóstico rápido e priorização de riscos.
- Resultado: redução de passivos ocultos antes da fase técnica.
Estudo de Caso 2 – Empresa de médio porte em fase de adaptação
- Contexto: ajustes iniciados tardiamente.
- Desafio: integração entre fiscal, TI e compras.
- Plano L4 Taxx: redesenho de processos e validação sistêmica.
- Resultado: ganho de previsibilidade e redução de retrabalho.
Estudo de Caso 3 – Grande empresa com governança estruturada
- Contexto: acompanhamento técnico desde 2023.
- Desafio: evitar perda de crédito por terceiros.
- Plano L4 Taxx: trilha probatória e gestão de fornecedores.
- Resultado: estabilidade operacional na transição.
Conclusão: 2026 não será o começo, será a prova
A pesquisa da Qive deixa claro que a Reforma Tributária do Consumo não falhará por falta de lei, mas por falta de preparo. Empresas que ainda não identificaram impactos tendem a descobrir o problema quando o custo já estiver materializado. Antecipar-se não é opção estratégica — é condição de sobrevivência.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
Diagnóstico e leitura estratégica
- Mapeamento de impactos da RTC;
- Identificação de riscos operacionais;
- Simulações de cenários.
Governança e execução
- Integração fiscal, contábil e tecnológica;
- Organização de evidências;
- Preparação para apuração assistida.
Prevenção de passivos ocultos
- Validação de fornecedores;
- Redução de erros sistêmicos;
- Estratégia orientada à estabilidade.
Ignorar o impacto hoje custa pouco. Corrigir em 2026 custará caro.
A L4 Taxx transforma a complexidade da reforma em processos claros, governança e decisões seguras.

