A PGFN prorrogou até 29 de maio de 2026 (às 19h) o prazo de adesão ao Edital PGDAU nº 11/2025. Para CFO, CEO, empresário, contador e jurídico, isso não é “mais tempo” apenas — é uma janela para transformar dívida ativa em plano, recuperar regularidade fiscal e proteger caixa com método. O risco real está em aderir sem simular capacidade de pagamento, sem organizar documentação e sem mapear as obrigações de manutenção, porque a transação pode ser rescindida e o custo volta maior.
Em 2026, o ambiente de cobrança e regularização deixou de ser artesanal. A PGFN opera com segmentação de perfis, leitura de risco, trilha documental e critérios objetivos de elegibilidade por modalidade, com adesão digital pelo portal Regularize e regras claras de manutenção de regularidade.
A prorrogação até 29/05/2026 cria oportunidade, mas também exige governança: escolher a modalidade certa, calibrar entrada e prazo, e preparar a empresa para cumprir o acordo sem gerar um novo passivo “corrente” que derrube o plano.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que foi prorrogado e por que isso importa
O prazo de adesão ao Edital PGDAU nº 11/2025 foi prorrogado para 29/05/2026, às 19h (horário de Brasília). Essa prorrogação amplia a chance de empresas regularizarem débitos inscritos em dívida ativa e reabrirem caminhos de operação e crédito.
- Regularidade fiscal: retomada de CND/CPEN quando aplicável e redução de bloqueios comerciais;
- Previsibilidade de caixa: desenho de fluxo (entrada, parcelas, timing) com governança;
- Redução de custo total: descontos e condições variam por modalidade e perfil do contribuinte;
- Gestão de risco: aderir sem preparar a empresa para manter tributos correntes é o erro que rescinde o acordo.
As modalidades do edital e a lógica por trás delas
O Edital PGDAU nº 11/2025 reúne modalidades por adesão que, na prática, endereçam perfis diferentes de dívida e de capacidade de pagamento.
- Transação conforme a capacidade de pagamento: ajusta entrada, prazo e descontos à leitura de capacidade do contribuinte;
- Transação de débitos de difícil recuperação ou irrecuperáveis: orientada a passivos com baixa perspectiva de recuperação;
- Transação de pequeno valor: recorte específico para débitos menores, com regras próprias;
- Transação de inscrições garantidas por seguro garantia ou carta fiança: direcionada a débitos com garantias específicas.
Onde a maioria erra: aderir sem modelar o “plano de manutenção”
Transação tributária não é só “entrar” no acordo. É sustentar o acordo. Em geral, a rescisão ocorre por falhas previsíveis:
- Capacidade de pagamento mal simulada: parcela cabe no papel, mas não cabe no caixa;
- Entrada descolada de sazonalidade: escolhe-se o pior mês para pagar o maior boleto;
- Documentação frágil: falta de trilha e evidências para suportar escolhas e enquadramentos;
- Tributos correntes fora do radar: o “novo passivo” derruba o acordo antigo.
Análise técnica — Thiago Leite
“A prorrogação até 29/05/2026 é uma oportunidade, mas também um teste de maturidade.
Transação tributária não é desconto. É arquitetura de caixa com regras. Quem entra sem governança troca um problema por outro: parcela vira rotina de estresse, a empresa perde regularidade e o acordo pode ser rescindido.
O método certo começa antes da adesão: inventário do passivo, simulação realista, escolha de modalidade, documentação e um plano de manutenção do corrente.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
Alerta L4 Taxx – a transação pode virar custo maior se você errar a modalidade
- Escolha inadequada: pode reduzir benefícios e elevar o custo total do acordo;
- Simulação frágil: parcela “teórica” aumenta risco de inadimplência e rescisão;
- Sem plano de manutenção: tributo corrente em atraso derruba regularidade e o acordo;
- Sem governança documental: a empresa perde previsibilidade para negociar e ajustar rota.
Comparativo: transação feita “no fiscal” x transação tratada como decisão executiva
| Dimensão | Aderir sem estratégia | Aderir com método executivo | Efeito prático |
|---|---|---|---|
| Objetivo | “Parcelar para ganhar tempo”. | “Voltar à regularidade e estabilizar caixa”. | Mudança de postura e governança. |
| Modalidade | Escolha por “desconto máximo”. | Escolha por aderência ao perfil e capacidade real. | Menos risco de rescisão. |
| Caixa | Parcela sem considerar sazonalidade. | Fluxo modelado por mês e “plano de manutenção”. | Previsibilidade e disciplina. |
| Governança | Sem dono, sem ritos, sem indicadores. | Dono do programa, ritos, indicadores e checkpoints. | Menos surpresa e mais controle. |
Checklist executivo: o que fazer antes de aderir (e o que manter depois)
- Inventariar o passivo: separar por natureza, fase, garantia, discussão e risco;
- Modelar capacidade real: simular caixa por 12–24 meses com sazonalidade e obrigações correntes;
- Escolher modalidade por aderência: objetivo (regularidade), prazo, entrada e risco de rescisão;
- Organizar trilha documental: números, premissas, evidências e governança decisória;
- Planejar a manutenção: plano para tributos correntes, folhas, parcelamentos e rotinas de pagamento;
- Definir “ritual mensal”: conferência de parcelas, certidões, pendências e gatilhos de correção.
Scoring de prontidão para transação PGFN (0–100)
| Critérios (20 pontos cada) | O que avaliar |
|---|---|
| Mapa do passivo | Passivo segmentado, conciliado e explicado (origem, período, natureza e status). |
| Caixa e capacidade | Projeção realista, sazonalidade, covenants e impactos de entrada/parcelas. |
| Governança e ritos | Dono do programa, comitê, rotina de revisão e decisão registrada. |
| Trilha documental | Evidências para premissas, condições, escolhas e manutenção do acordo. |
| Plano de manutenção | Estratégia para manter tributos correntes em dia e evitar novas inscrições. |
Como interpretar o resultado
- 0–39: exposição alta; alto risco de aderir e rescindir, com perda de benefícios e aumento de custo.
- 40–69: base parcial; precisa ajustar caixa, mapa do passivo e plano de manutenção antes de aderir.
- 70–89: boa prontidão; foco em calibrar modalidade, entrada e governança documental.
- 90–100: nível executivo; empresa preparada para transformar passivo em plano com previsibilidade.
Estudos de Caso L4 Taxx
Os estudos de caso abaixo mostram como … governança, documentação, integração sistêmica, trilha probatória e redução de risco de glosa, autuação, perda de margem e caixa no contexto IBS/CBS.
Estudo de Caso 1 – Indústria com crescimento e passivo acumulado por falhas de rotina
- Contexto: empresa com operações em múltiplas filiais e histórico de inconsistências em apurações e pagamentos.
- Desafio: regularizar dívida ativa sem quebrar o caixa e recuperar regularidade para crédito e fornecedores.
- Diagnóstico L4 Taxx: mapa do passivo por origem/período, conciliação fiscal-contábil e simulação de capacidade real.
- Plano de ação: escolha de modalidade aderente, modelagem de entrada e implantação de “ritual mensal” de manutenção do corrente.
- Resultado: previsibilidade de pagamentos, recuperação de regularidade e redução de risco de rescisão por governança.
Estudo de Caso 2 – Varejo com sazonalidade forte e risco de inadimplência do acordo
- Contexto: margens apertadas e fluxo de caixa concentrado em datas sazonais, com passivo relevante inscrito.
- Desafio: evitar parcela “inviável” e desenhar plano que respeitasse o ciclo financeiro do negócio.
- Diagnóstico L4 Taxx: projeção de caixa por 24 meses, identificação de meses críticos e gatilhos de correção.
- Plano de ação: escalonamento de pagamentos dentro do possível, reforço de controles do corrente e plano de contingência.
- Resultado: acordo sustentável, redução de estresse financeiro e manutenção de regularidade operacional.
Estudo de Caso 3 – Prestadora de serviços com risco de “novo passivo” derrubar a transação
- Contexto: empresa já com parcelamentos e tributos correntes instáveis, tentando usar transação como “salvação”.
- Desafio: impedir que atrasos recorrentes rescindissem o acordo e ampliassem o custo total do passivo.
- Diagnóstico L4 Taxx: revisão de rotina financeira, calendário fiscal e pontos de falha por processo.
- Plano de ação: governança de pagamentos, conciliações e responsabilização por centro de custo.
- Resultado: redução de reincidência, previsibilidade e acordo sustentado por disciplina operacional.
FAQ – principais dúvidas sobre transação PGFN prorrogada até 29/05/2026
Este FAQ aborda as dúvidas mais comuns sobre como escolher modalidade, simular capacidade e evitar rescisão ao aderir ao Edital PGDAU nº 11/2025.
Até quando é possível aderir ao Edital PGDAU nº 11/2025?
A adesão foi prorrogada até 29 de maio de 2026, às 19h (horário de Brasília), com formalização digital pelo portal Regularize.
Transação tributária é “desconto garantido”?
Não. As condições variam por modalidade e perfil. O ponto central é o desenho sustentável de entrada, prazo e manutenção do corrente.
Qual o maior risco de uma transação mal estruturada?
A rescisão, com perda de benefícios e retomada de cobrança, além de impacto imediato em regularidade e risco reputacional.
O que mais pesa para CFO e CEO nessa decisão?
Previsibilidade de caixa, retorno à regularidade fiscal, mitigação de risco de cobrança e capacidade de operar e contratar sem travas.
Como saber qual modalidade é a mais adequada?
Com inventário do passivo, simulação realista de capacidade e análise de objetivo (regularidade, fluxo, risco) antes de aderir.
É possível aderir e depois “ajustar” se ficar pesado?
A depender do caso, ajustes podem ser limitados. Por isso, o trabalho correto é modelar antes, com governança e premissas documentadas.
Qual é o primeiro passo prático para começar hoje?
Consolidar o passivo, separar por natureza e período, projetar caixa por 12–24 meses e definir o plano de manutenção do corrente.
Conclusão – transação até 29/05/2026: a janela é grande, o erro também
A prorrogação até 29/05/2026 abre espaço para decisão madura. Mas transação tributária só cumpre seu papel quando vira plano: modalidade correta, capacidade realista, documentação e manutenção. Quem entra “no automático” compra risco. Quem entra com método transforma dívida ativa em previsibilidade.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
A transação com a PGFN não deve ser tratada como rotina fiscal. É uma decisão que mexe em caixa, crédito, contratos e governança. A L4 Taxx atua para transformar passivo em plano sustentável, com estratégia, documentação e disciplina de execução.
Diagnóstico
- Inventário completo da dívida ativa por origem, período, natureza, garantias e risco;
- Simulação de capacidade de pagamento com sazonalidade e cenários (base, estresse e contingência);
- Definição de modalidade e desenho de plano com governança e trilha documental.
Compliance tributário
- Estruturação de rotinas e controles para manter tributos correntes em dia durante o acordo;
- Ritos mensais de conciliação e monitoramento de pendências que afetam regularidade;
- Padronização de evidências para reduzir risco de inconsistência e recorrência de passivo.
Compensação de créditos
- Mapeamento de créditos e possibilidades de uso com segurança documental e rastreabilidade;
- Conciliações (documento → pagamento → registro → evidência) para reduzir risco de glosa;
- Estratégia de integração fiscal-contábil-financeira para previsibilidade.
Planejamento fiscal estratégico
- Modelagem de impacto no caixa e na margem com definição de prioridades e ondas de execução;
- Revisão de contratos e políticas internas para reduzir reincidência e custo tributário recorrente;
- Governança executiva para transformar regularidade em vantagem competitiva.
Revisão e recuperação de tributos pagos indevidamente
- Diagnóstico de distorções e correções com trilha documental robusta;
- Recuperação de valores quando aplicável, com governança e mitigação de risco;
- Implantação de controles para evitar repetição do erro que gerou perda de caixa.
Transação tributária e regularização de passivos
- Estratégia de negociação e adesão com foco em previsibilidade de caixa e redução de risco;
- Organização documental e narrativa técnica para maximizar benefícios e minimizar rescisão;
- Plano de manutenção da regularidade fiscal para sustentar CND/CPEN e acesso a crédito.
Quer transformar dívida ativa em plano antes de 29/05/2026?
A L4 Taxx estrutura inventário do passivo, simulação de capacidade, escolha de modalidade e governança de manutenção para reduzir risco, recuperar regularidade fiscal e ganhar previsibilidade de caixa com método executável.
Simulador: Transação Tributária (Reforma 2026)
Enquadramento automático nas modalidades de transação (Adesão, Excepcional, Individual ou Específica).
Perfil da Empresa
*O Rating da PGFN define a elegibilidade para a Transação Excepcional.
Características da Dívida
Preenchimento obrigatório.
💎 Potencial de Economia Estimada
Valor que pode ser perdoado (desconto sobre juros, multas e encargos):
Redução aplicada ao valor consolidado.
Dívida Atual
- Rating: ...
- Modalidade: ...
Novo Valor
- Entrada (Facilitada): R$ 0,00
- Parcelamento: 0x
- Desconto Total: 0%
Estratégia Recomendada
Receber Estudo de Viabilidade

