O PLP 91/2025 propõe uma mudança relevante na lógica de compensação das renúncias fiscais no Brasil. A proposta altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir que a redução permanente de despesas primárias correntes seja utilizada como mecanismo válido de compensação a benefícios tributários, rompendo com a dependência exclusiva do aumento de arrecadação.
A iniciativa introduz uma nova variável no debate fiscal: incentivo tributário financiado por ajuste estrutural de gasto, e não necessariamente por elevação de receita.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da A L4 Taxx.
O que muda na Lei de Responsabilidade Fiscal
Atualmente, a LRF exige que qualquer renúncia de receita seja compensada por:
- Aumento de arrecadação;
- Elevação de alíquotas;
- Criação de novos tributos;
- Medidas que ampliem base tributável.
O PLP 91/2025 acrescenta alternativa:
- Redução permanente de despesas primárias correntes como mecanismo de equilíbrio fiscal.
Isso amplia o leque de política econômica disponível ao Executivo.
Argumento central da proposta
Segundo a justificativa, o equilíbrio fiscal pode ser alcançado tanto pelo lado da receita quanto da despesa. A lógica é:
- Evitar aumento de carga tributária;
- Estimular revisão de gastos menos prioritários;
- Viabilizar incentivos estratégicos sem elevar impostos.
Trata-se de mudança conceitual relevante na gestão fiscal.
Impactos potenciais para empresas
Se aprovado, o projeto pode:
- Facilitar criação de incentivos fiscais setoriais;
- Reduzir pressão por aumento de tributos;
- Ampliar previsibilidade para planejamento empresarial;
- Introduzir debates políticos sobre quais despesas serão cortadas.
Para o setor produtivo, abre possibilidade de incentivos com menor risco de compensação via aumento de carga.
Análise técnica — Thiago Leite
A proposta desloca o debate da arrecadação para a eficiência do gasto público. Para o contribuinte, isso pode significar menor probabilidade de aumento tributário como solução automática.
No entanto, a efetividade dependerá da capacidade real de implementação de cortes estruturais permanentes.
— Thiago Leite, L4 Taxx
Alerta L4 Taxx – pontos de atenção
- Redução deve ser permanente, não temporária;
- Necessidade de maioria absoluta por ser lei complementar;
- Possível judicialização se compensações forem questionadas;
- Impacto político na definição de cortes.
Comparativo – modelo atual x proposta do PLP 91/2025
| Critério | Modelo atual | PLP 91/2025 |
|---|---|---|
| Compensação | Aumento de receita | Receita ou corte de despesa |
| Pressão tributária | Tendência de alta | Possível estabilização |
| Flexibilidade fiscal | Limitada | Ampliada |
Checklist estratégico para empresas
- Monitorar tramitação nas comissões;
- Mapear incentivos que possam ser viabilizados;
- Avaliar impactos setoriais potenciais;
- Simular cenários com manutenção ou não da proposta;
- Integrar planejamento tributário com cenário fiscal.
Scoring L4 Taxx – preparo para mudanças fiscais (0–100)
| Critérios (20 pontos cada) | Avaliação |
|---|---|
| Monitoramento legislativo | Acompanhamento ativo? |
| Planejamento tributário | Estratégia flexível? |
| Análise de incentivos | Setor beneficiado? |
| Governança financeira | Capacidade de adaptação? |
Interpretação
- 0–39: exposição elevada a mudanças fiscais;
- 40–69: preparo parcial;
- 70–89: monitoramento estratégico ativo;
- 90–100: planejamento integrado e antecipatório.
Conclusão – mudança estrutural no debate fiscal
O PLP 91/2025 não altera apenas a técnica da LRF. Ele desloca o eixo do equilíbrio fiscal para a eficiência do gasto público. Se aprovado, pode abrir espaço para incentivos estratégicos sem aumento de carga tributária, mas dependerá da disciplina na execução dos cortes permanentes.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
A A L4 Taxx acompanha mudanças legislativas e estrutura estratégias antecipatórias.
Planejamento fiscal estratégico
- Simulações de impacto regulatório;
- Mapeamento de oportunidades fiscais.
Compliance tributário
- Ajuste preventivo diante de novas regras.
Compensação de créditos
- Estruturação técnica para otimização fiscal.
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