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Imposto Seletivo, ITCMD e COSIP: os “satélites” da EC 132/2023 que impactam decisões

01/08/2025


A Reforma Tributária (EC 132/2023) em 2026 não deve ser tratada como “mudança de tributo”, e sim como mudança de modelo operacional. O IVA dual (IBS/CBS) desloca o centro de risco para processos, dados, documentos e evidências, especialmente em um ambiente de fiscalização por cruzamento de informações. O objetivo deste artigo é traduzir a reforma em método prático: o que muda, o cronograma, os temas satélites e como estruturar governança, checklist e um scoring 0–100 para proteger margem, caixa e previsibilidade.

Em 2026, o ponto crítico não é apenas entender conceitos (não cumulatividade, tributação no destino, neutralidade). O ponto crítico é executar: parametrizar sistemas, padronizar cadastros, revisar contratos, mapear operações e sustentar o tratamento tributário com trilha probatória. A reforma “simplifica” o desenho macro, mas exige disciplina micro para não transformar transição em retrabalho permanente.

O período de convivência entre regimes (antigo e novo) tende a aumentar complexidade no curto prazo. A empresa que iniciar agora um programa de governança tributária — integrado a financeiro, compras, comercial e operações — tende a atravessar 2026 com mais previsibilidade e menos risco de glosa, autuação e decisões de preço sem lastro.

Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.

Conteúdo da Postagem:

O que a EC 132/2023 consolidou: o “núcleo” da reforma do consumo

A Emenda Constitucional nº 132/2023 inaugura um novo desenho para a tributação sobre o consumo, com foco em simplificação, transparência e redução de distorções. O núcleo é o IVA dual:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): competência federal, substituindo tributos federais sobre consumo (com extinção prevista de PIS/Cofins e ajustes relacionados a IPI);
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): gestão compartilhada por estados, DF e municípios, substituindo ICMS e ISS ao longo da transição.

Na prática, o desenho busca reduzir cumulatividade, fortalecer a lógica de crédito e convergir para um modelo mais alinhado a padrões internacionais de IVA.

Fim de cinco tributos, início de um sistema dual: o que muda na rotina

A substituição de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por CBS/IBS não elimina trabalho — ela muda o trabalho:

  • Antes: múltiplas bases, incidências e disputas federativas, com alta litigiosidade e assimetria setorial;
  • Agora: um modelo de consumo com foco em não cumulatividade e tributação no destino, exigindo qualidade do dado, parametrização e evidência.

Cronograma de transição: por que 2026 é o ano de “montar o motor”

A transição é gradual. O objetivo é evitar choque de arrecadação e permitir adaptação de sistemas, regras e governança. Para empresas, isso implica convivência de rotinas e necessidade de controle mais granular.

Período O que tende a acontecer na prática Risco típico Prioridade executiva
2026–2028 Arranque do novo modelo (testes, ajustes normativos e início de rotinas de convivência) Decisões sem simulação; cadastros e parametrizações inconsistentes Governança, saneamento de dados, mapeamento de operações e trilha probatória
2029–2032 Substituição progressiva de ICMS/ISS pelo IBS, com coexistência e ajustes graduais Retrabalho em escala; divergências de escrituração e crédito “imperfeito” Controle por evento, conciliações e governança de mudanças
2033 (vigência plena) Implementação definitiva do IBS/CBS com extinção completa de ICMS/ISS Quem não estruturou método opera com custo alto e baixa previsibilidade Eficiência, inteligência tributária e otimização contínua

Temas satélites que empresas não devem ignorar

A EC 132/2023 também traz elementos “satélites” que impactam decisões e riscos, mesmo fora do núcleo IBS/CBS:

Imposto Seletivo (IS): extrafiscalidade e impacto setorial

Um tributo com lógica extrafiscal, aplicável a bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Para empresas, isso implica:

  • monitorar enquadramentos e impactos em preço e demanda;
  • ajustar planejamento comercial e contratos em cadeias expostas;
  • preparar simulações para repasse e margem.
ITCMD: padronização, progressividade e governança patrimonial

A reforma fortalece diretrizes para o ITCMD, exigindo atenção para planejamento patrimonial e reorganizações, especialmente para grupos econômicos e famílias empresárias:

  • impacto potencial em estruturas sucessórias e doações;
  • necessidade de documentação robusta e alinhamento com regras estaduais em transição;
  • revisão de política patrimonial e governança de holdings quando aplicável.
COSIP: ampliação de escopo e efeitos indiretos

A ampliação do uso da COSIP para investimentos vinculados a tecnologia e monitoramento urbano pode influenciar:

  • projetos de infraestrutura municipal e contratos com prestadores/fornecedores;
  • ambiente regulatório local e custos indiretos em cadeias urbanas;
  • planejamento de contratos e precificação em atividades dependentes de infraestrutura urbana.
CIDE-Combustíveis: nova destinação e impactos em custos

Com possibilidade de destinação para subsidiar transporte público coletivo, empresas com logística intensa devem observar efeitos indiretos em custos e políticas públicas, além do reflexo em cadeias de transporte e serviços.

Análise técnica — Thiago Leite

“A Reforma Tributária (EC 132/2023) não é um ‘evento jurídico’; é um programa de execução. Em 2026, o risco mais comum será operar a transição sem método: cadastros inconsistentes, parametrizações incompletas, contratos sem cláusulas de repasse e ausência de trilha probatória por evento.

O IBS/CBS exige que a empresa trate tributos como governança por dados: processo, evidência e simulação conectados ao negócio. Quem começar agora tende a atravessar a convivência de regimes com previsibilidade. Quem adiar tende a pagar em retrabalho, glosas e decisões de preço sem lastro.”

— Thiago Leite, L4 Taxx

Alerta L4 Taxx – na transição IBS/CBS, o risco aparece primeiro em dados, contratos e precificação
  • Dados e cadastros inconsistentes geram divergência em escala (documento, escrituração, crédito e obrigação);
  • Contratos sem regras de repasse/evidência viram disputa comercial e crédito imperfeito;
  • Precificação sem simulação pressiona margem (subrepasse) ou perde mercado (sobre-repasse);
  • Governança fraca transforma 2026 em urgência permanente, com custo alto e baixa previsibilidade.

O que empresas devem fazer desde já: prioridades práticas para 2026

A reforma cria uma agenda objetiva. Em vez de “esperar a lei complementar perfeita”, a empresa deve atacar o que é estrutural:

  • Mapeamento de operações: eventos críticos (compra, venda, logística, devolução, bonificação, prestação de serviços, industrialização quando aplicável);
  • Saneamento cadastral: padronização de cadastros, regras de validação e governança de mudanças;
  • Parametrização sistêmica: matriz de regras e testes controlados para evitar erro em escala;
  • Revisão contratual: cláusulas de repasse, responsabilidade, evidências e mecanismos de ajuste;
  • Simulações: cenários de impacto em preço, margem, crédito e caixa na convivência de regimes;
  • Trilha probatória: evidência por evento para sustentar crédito e reduzir glosa/autuação.

Checklist prático: maturidade mínima para atravessar 2026 com previsibilidade

  • Dados: cadastros críticos saneados e com validações automáticas?
  • Processos: operações mapeadas ponta a ponta, com pontos de controle por evento?
  • Sistemas: existe plano de transição (ondas, testes, responsáveis e contingência)?
  • Contratos: modelos com cláusulas de repasse, responsabilidade e evidências operacionais?
  • Precificação: simulações por produto/serviço/unidade para orientar política comercial?
  • Créditos: governança e memória de cálculo reproduzível, pronta para auditoria?
  • Governança: comitê multidisciplinar, KPIs e dono do programa com poder de decisão?

Scoring L4 Taxx (0–100): prontidão executiva para IBS/CBS em 2026

Como interpretar
  • 0–25: não iniciado; alto risco de retrabalho, glosa e decisões reativas de preço;
  • 26–50: inicial; controles pontuais, mas sem simulação e sem trilha probatória robusta;
  • 51–75: em consolidação; dados e governança em evolução, execução por ondas e prioridades claras;
  • 76–100: avançado; simulação, contratos, dados e evidências sustentam previsibilidade e vantagem competitiva.
Critérios (20 pontos cada)
  • (1) Dados e saneamento cadastral
  • (2) Parametrização sistêmica e governança de mudanças
  • (3) Contratos e modelo de repasse/evidência
  • (4) Simulação econômico-financeira (preço, margem, crédito e caixa)
  • (5) Processos, controles por evento e trilha probatória

Estudos de Caso L4 Taxx

Os estudos de caso abaixo mostram como … governança, documentação, integração sistêmica, trilha probatória e redução de risco de glosa, autuação, perda de margem e caixa no contexto IBS/CBS.

Estudo de Caso 1 – Precificação na transição: margem pressionada por ausência de simulação
  • Contexto: empresa com múltiplas unidades e política de preço baseada no regime atual, sem cenários de convivência 2026–2033.
  • Desafio: evitar erosão de margem e perda de competitividade por repasse mal calibrado.
  • Diagnóstico L4 Taxx: desconexão entre fiscal, financeiro e comercial; inexistência de simulação por produto/unidade/canal.
  • Plano de ação: clusterização de mix, simulações por cenário, regras de repasse, KPIs de margem e rituais executivos.
  • Resultado: política comercial defendível, com previsibilidade de margem e decisões baseadas em evidência.
Estudo de Caso 2 – Contratos: ausência de cláusulas e evidências gerava disputa e crédito imperfeito
  • Contexto: contratos relevantes com responsabilidades difusas e sem mecanismos de ajuste para a transição.
  • Desafio: reduzir risco de disputa comercial e proteger previsibilidade de caixa em renegociações.
  • Diagnóstico L4 Taxx: revisão contratual tardia e pouca integração entre jurídico, compras e tax.
  • Plano de ação: modelos de cláusulas, trilha probatória por evento, priorização por materialidade e governança de renegociação.
  • Resultado: aumento de poder de barganha e redução de risco silencioso em preço, margem e caixa.
Estudo de Caso 3 – Dados e cadastros: inconsistência sistêmica virava retrabalho e exposição fiscal
  • Contexto: cadastros heterogêneos entre unidades e alta taxa de exceções em documentos e escrituração.
  • Desafio: reduzir divergências em escala e fortalecer consistência para fiscalização por dados.
  • Diagnóstico L4 Taxx: ausência de regras de validação e governança de qualidade do dado na origem.
  • Plano de ação: catálogo de campos críticos, validações automáticas, backlog de saneamento e indicadores de exceção.
  • Resultado: queda de retrabalho, melhora de consistência e trilha probatória mais forte para a transição.

FAQ – principais dúvidas sobre a Reforma Tributária (EC 132/2023) e IBS/CBS

A seção abaixo cobre dúvidas práticas sobre o que muda, como ler o cronograma e o que priorizar em 2026 para reduzir risco e ganhar previsibilidade.

O que é o IVA dual (IBS/CBS) na prática?

É um modelo de tributação sobre consumo estruturado em dois tributos: CBS (federal) e IBS (subnacional). Para empresas, isso exige adequação operacional, dados consistentes e controles por evento para sustentar apuração e créditos.

A reforma “simplifica” de imediato a vida das empresas?

Não no curto prazo. A convivência de regimes tende a aumentar complexidade durante a transição. A simplificação macro só vira eficiência micro quando processos, cadastros, sistemas e evidências estão organizados.

Quando IBS e CBS passam a valer plenamente?

A vigência plena está prevista para depois do período de transição, quando o sistema novo substitui integralmente ICMS/ISS e demais tributos sobre consumo conforme o cronograma constitucional e regulamentação.

O que é o Comitê Gestor do IBS e por que importa?

É a estrutura de governança do IBS (subnacional). Para empresas, importa porque influencia regras operacionais, uniformização e rotinas de arrecadação/distribuição, afetando obrigações e controles.

O Imposto Seletivo pode impactar qualquer setor?

Ele incide sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, definidos por lei complementar. Setores expostos devem monitorar enquadramentos, efeitos em preço e cadeias de fornecimento.

Qual é o maior risco em 2026?

Operar a transição sem método: cadastro inconsistente, parametrização incompleta e contratos sem cláusulas de repasse/evidência. Isso gera divergência em escala, glosa e decisões de preço com baixa previsibilidade.

Por onde começar na prática?

Comece por materialidade: mapeie operações críticas, saneie dados, defina governança de mudanças sistêmicas, revise contratos relevantes e construa simulações que conectem tributos a preço, margem e caixa.

Conclusão: reforma tributária em 2026 é organizar execução para atravessar a transição com previsibilidade

A EC 132/2023 define o novo rumo do consumo no Brasil, mas a vantagem competitiva não nasce do texto constitucional — nasce da execução. Em 2026, o melhor próximo passo é estruturar governança, dados, contratos, simulações e trilha probatória para reduzir glosa e autuação, proteger margem e manter disciplina de caixa durante a convivência de regimes. Quem tratar a reforma como programa de execução tende a ganhar previsibilidade. Quem tratar como “tema de acompanhamento” tende a pagar em retrabalho e risco.

Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa

A Reforma Tributária exige método, integração e evidências. A L4 Taxx apoia empresas a saírem do reativo e estruturarem governança e execução na transição IBS/CBS, com foco em previsibilidade, proteção de margem e disciplina de caixa.

Compliance tributário
  • Diagnóstico por processo e catálogo de riscos com materialidade (margem/caixa);
  • Desenho de controles mínimos e trilha probatória por evento;
  • KPIs e rituais para sustentar padrão e reduzir retrabalho na convivência de regimes.
Compensação de créditos
  • Revisão de créditos e organização de lastro e evidências para reduzir glosa;
  • Conciliações e memória de cálculo reproduzível por evento;
  • Estratégia de realização e previsibilidade de monetização no ciclo de caixa.
Planejamento fiscal estratégico
  • Simulações de impacto em preço, margem, créditos e caixa (2026–2033);
  • Priorização por ondas e critérios executivos de decisão (o que muda, quando e por quê);
  • Integração de tax com planejamento do negócio, contratos e cadeia operacional.
Revisão e recuperação de tributos pagos indevidamente
  • Mapeamento de oportunidades com trilha probatória e governança;
  • Correções de parametrização e rotinas que geram custo e recolhimento indevido;
  • Modelo de controle para evitar reincidência e estabilizar conformidade.
Transação tributária e regularização de passivos
  • Estratégia de regularização orientada a caixa, risco e probabilidade;
  • Organização de evidências e narrativa técnica para negociações com previsibilidade;
  • Plano integrado para reduzir custo total e recuperar estabilidade fiscal.

Quer transformar a Reforma Tributária em método de execução em 2026?

A L4 Taxx estrutura governança, simulação e trilha probatória para sua empresa atravessar a transição IBS/CBS com previsibilidade — protegendo margem, caixa e poder de negociação.

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