A reforma tributária do consumo e da renda altera profundamente o planejamento sucessório no Brasil. Estruturas patrimoniais antes consideradas eficientes — como holdings familiares — passam a exigir análise técnica rigorosa, sob pena de aumento relevante de custos, perda de eficiência econômica e riscos jurídicos na transmissão do patrimônio.
A partir de 2026, o planejamento sucessório deixa de ser um exercício meramente patrimonial ou societário e passa a demandar uma leitura integrada do novo ambiente tributário. A combinação entre a progressividade do ITCMD, a revisão da base de cálculo e os reflexos no Imposto de Renda transforma por completo as premissas clássicas utilizadas por famílias empresárias e investidores.
Não se trata apenas de pagar mais imposto. Trata-se de compreender quando, como e sobre qual estrutura o imposto incidirá — e quais decisões podem comprometer a viabilidade econômica do patrimônio no longo prazo.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que mudou no planejamento sucessório com a reforma tributária
A reforma não cria o ITCMD, mas altera profundamente o seu impacto econômico. Estados passam a adotar alíquotas progressivas, com maior rigor na definição da base de cálculo, especialmente em transmissões envolvendo participações societárias, quotas de holdings e estruturas patrimoniais complexas.
Além disso, a reorganização da tributação da renda afeta:
- a distribuição de lucros e dividendos;
- a valorização de ativos ao longo do tempo;
- a diferença entre doação em vida e sucessão causa mortis;
- a eficiência de estruturas criadas exclusivamente para diferimento fiscal.
O resultado é claro: estratégias padronizadas deixam de funcionar.
Holdings patrimoniais: de solução automática a decisão estratégica
Por muitos anos, a holding patrimonial foi apresentada como resposta quase universal ao planejamento sucessório. Com a reforma tributária, essa lógica se rompe.
Hoje, a constituição de holdings exige análise criteriosa de:
- impacto do ITCMD na integralização e na sucessão;
- reflexos no Imposto de Renda da pessoa física e jurídica;
- custos de manutenção, governança e compliance;
- riscos de requalificação fiscal;
- viabilidade econômica real da estrutura.
Uma holding mal estruturada pode aumentar o custo sucessório, gerar conflitos familiares e comprometer a liquidez do patrimônio.
Alerta L4 Taxx – planejamento sucessório sem análise econômica é risco
- Estrutura jurídica não substitui viabilidade econômica;
- ITCMD progressivo muda completamente a conta;
- Modelos antigos podem gerar custo oculto elevado;
- Sucessão mal planejada destrói valor patrimonial.
A abordagem correta: sucessão como projeto multidisciplinar
O planejamento sucessório pós-reforma exige integração entre diferentes áreas do conhecimento. Não é mais possível tratar o tema apenas sob a ótica do direito civil ou societário.
A abordagem adequada envolve:
- Direito de família: proteção patrimonial, regras sucessórias e governança familiar;
- Direito societário: estruturas, acordos de sócios e organização do controle;
- Estratégia tributária: ITCMD, Imposto de Renda, reorganizações e timing;
- Análise econômica: custo total, liquidez, sustentabilidade e impacto no negócio.
Planejar sucessão passa a ser um exercício de engenharia patrimonial, e não apenas de formalização jurídica.
Checklist prático: sua sucessão está adequada ao novo cenário?
- A estrutura atual foi reavaliada à luz das novas regras do ITCMD?
- Existe projeção de custo tributário total da sucessão?
- A holding patrimonial é economicamente viável?
- O planejamento considera Imposto de Renda e não apenas ITCMD?
- Há governança familiar definida para o pós-sucessão?
Scoring de maturidade do planejamento sucessório (0–100)
| Dimensão (20 pts) | Avaliação |
|---|---|
| Estrutura jurídica | Aderência às regras sucessórias e societárias. |
| Impacto tributário | ITCMD, IR e custos totais projetados. |
| Viabilidade econômica | Liquidez, custos e sustentabilidade da estrutura. |
| Governança familiar | Regras claras de gestão e sucessão. |
| Atualização normativa | Aderência ao cenário pós-reforma. |
Interpretação: 0–40 (alto risco); 41–70 (parcial); 71–100 (planejamento estruturado).
Análise técnica — Thiago Leite
“A reforma tributária obriga famílias a abandonarem soluções automáticas.
Planejamento sucessório deixou de ser um produto jurídico e passou a ser um projeto estratégico. Quem ignora a dimensão econômica e tributária corre o risco de transferir conflitos e custos, em vez de patrimônio.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
Conclusão estratégica — sucessão com viabilidade econômica
A reforma tributária transforma o planejamento sucessório em uma decisão estratégica de alto impacto. O foco deixa de ser apenas a transmissão patrimonial e passa a ser a preservação de valor, a continuidade dos negócios e a segurança jurídica das próximas gerações.
Planejar cedo, com método e integração multidisciplinar, não é mais vantagem competitiva — é condição de sobrevivência patrimonial.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua família ou empresa
A L4 Taxx atua no planejamento sucessório com foco em viabilidade econômica e segurança jurídica:
Planejamento fiscal estratégico
- Análise integrada de ITCMD e Imposto de Renda;
- Definição do melhor timing sucessório.
Reestruturação patrimonial
- Avaliação técnica de holdings e alternativas;
- Modelagem econômica e tributária.
Compliance e governança
- Estruturas alinhadas ao novo ambiente regulatório;
- Redução de riscos e conflitos futuros.
Sua estrutura sucessória está preparada para a reforma tributária?
Evite decisões automáticas e estruturas ineficientes. Avalie, com método e profundidade, os impactos reais da reforma no seu patrimônio.
Simulador: ITCMD - Nova Regra (Reforma 2026)
Compare o imposto atual com a nova Alíquota Progressiva (2% a 8%) obrigatória e a mudança da base de cálculo para Valor de Mercado.
Contexto da Transmissão
Patrimônio a Transmitir
Preenchimento obrigatório.
A nova regra exige o valor de mercado (incluindo avaliação de empresas/holdings).
Se não souber, o sistema usará o valor de mercado para ambos os cenários.
Fluxo da Herança/Doação (Nova Regra 2026)
- Base de Cálculo: Valor Venal
- Valor Base: R$ 0,00
- Base de Cálculo: Valor de Mercado
- Aumento Real: + R$ 0,00
Memória de Cálculo Detalhada
Cálculo fatiado por faixas (Exemplo médio nacional):
| Faixa de Valor | Alíquota | Imposto |
|---|---|---|
| Até R$ 100 mil | 2% | R$ 0,00 |
| De R$ 100k a 500k | 4% | R$ 0,00 |
| De R$ 500k a 1 Milhão | 6% | R$ 0,00 |
| Acima de R$ 1 Milhão | 8% | R$ 0,00 |
| TOTAL PROGRESSIVO | - | R$ 0,00 |
Análise de Planejamento Sucessório
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Evite a sobretaxação do patrimônio familiar antes que a nova regra entre em vigor (2026).

