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PLP 108 com VETOS: por que 2026 virou o ano da prova operacional

17/01/2026


O PLP 108 foi sancionado com vetos e fecha a etapa “institucional” da Reforma Tributária do consumo — mas abre uma etapa mais sensível: execução, prova, interpretação e risco operacional. Os vetos (SAFs, ITBI, cashback, fidelidade, ZFM e “simulação tributária”) não são detalhe político: eles determinam onde haverá contencioso, onde a administração terá mais discricionariedade e onde empresas podem perder previsibilidade de margem e caixa em 2026.

Em 2026, o ponto não é “quem ganhou” no veto. O ponto é o seguinte: o desenho regulatório evita amarrar a administração pública onde há divergência (ITBI) e impede benefício fiscal sem compensação (SAFs). Isso desloca o risco para dentro da empresa: dados, contratos, estruturação e trilha probatória.

Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.

Conteúdo da Postagem:

O que foi sancionado: por que os vetos importam para o seu risco em 2026

O PLP 108 consolida regras operacionais e de governança associadas ao IBS e ao desenho da transição. Os vetos aplicados têm dois efeitos simultâneos:

  • Protegem a arquitetura fiscal contra benefícios sem compensação e contra uniformizações consideradas “inviáveis” para a administração;
  • Aumentam a exigência de governança dentro das empresas (documentação, critérios de base, coerência de dados e previsibilidade de interpretação).

Vetos principais: SAFs e o recado sobre benefício fiscal sem compensação

O veto mais ruidoso incide sobre o regime das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Em síntese, o Executivo vetou a redução de alíquota aprovada pelo Congresso sob a lógica de que a LDO restringe a criação/expansão de benefícios tributários sem compensação.

Como o veto altera a conta projetada das SAFs

A dinâmica mencionada no mercado foi:

  • Texto aprovado no Congresso: redução do total para 5% (com corte específico de 4% para 3% em tributos não afetados diretamente pela reforma);
  • Com o veto: retorno para total de 6%, na composição indicada: 4% tributos federais + 1% CBS + 1% IBS.
Outros vetos associados às SAFs (3 pontos)
  • Exclusão, nos cinco primeiros anos, dos valores relativos aos direitos de jogadores da base de cálculo da tributação;
  • Equiparação das atividades esportivas previstas na Constituição ao regime específico das SAFs, com redução de alíquotas;
  • Veto adicional relacionado ao pacote de redução/ajustes do regime (conjunto de três vetos voltados ao mesmo tema).

Veto ao ITBI: por que o fato gerador segue como zona de divergência municipal

Houve veto ao dispositivo que buscava estabelecer, em lei complementar, um momento específico para o fato gerador do ITBI.

Racional do veto (visão prática)
  • Atendeu pleito de entidades representativas de municípios, diante de divergências locais sobre o marco temporal;
  • Uma regra única poderia “engessar” a administração tributária municipal e não refletir as diferenças operacionais.

Implicação em 2026: para quem opera compra e venda, reorganização patrimonial e operações imobiliárias recorrentes, o risco aumenta em rito local, documentação e prova — mais do que em “tese”.

Outros vetos aplicados: o que observar em 2026

Além de SAFs e ITBI, foram indicados vetos que impactam parametrização, base e execução:

  • Postergação do cashback em operações tributadas de forma monofásica;
  • Fixação da competência das legislações estaduais, distrital e municipais (ajustes de amarração institucional);
  • Exclusão de pontos de fidelidade da base de cálculo do CBS e IBS;
  • Atribuição exclusiva ao Conselho de Administração da Suframa para regulamentar o incidente de verificação;
  • Novo conceito de simulação tributária (impacto direto em risco de autuação e interpretação);
  • Alteração que trata da cesta básica expandida.

Análise técnica — Thiago Leite

“Em 2026, o veto não é só ‘política’. É governança tributária. Quando o Executivo veta alíquotas sem compensação (SAF) e rejeita amarrar marco único para o ITBI, ele está dizendo: a execução e a prova vão decidir o custo real.

O risco nasce onde a empresa é fraca: cadastro, contrato, trilha de dados e coerência documental. Quem tratar 2026 como ‘ano de espera’ vai pagar 2027–2033 em margem, caixa e contencioso.”

— Thiago Leite, L4 Taxx

Alerta L4 Taxx – vetos aumentam a importância de prova e rito

  • ITBI: sem marco único, cresce o peso do rito municipal e da prova do fato gerador;
  • SAFs: benefício sem compensação tende a ser bloqueado; risco migra para modelagem e base;
  • Cashback/fidelidade: mudanças em base e mecanismos exigem parametrização e consistência para evitar passivo;
  • “Simulação tributária”: conceito mal entendido vira gatilho de autuação; documentação vira defesa.

Comparativo: Texto sem veto x Cenário sancionado com vetos

Tema Se prevalecesse o texto sem veto Com veto (cenário vigente) Impacto prático em 2026
SAFs Redução/acomodação de carga em recortes Veto por vedação de benefício sem compensação Reprecificação, revisão de base e compliance
ITBI Marco temporal unificado em lei complementar Sem marco único; preserva divergência municipal Mais peso em rito local e documentação
Cashback Implementação/recortes conforme texto aprovado Ajustes e postergações em recortes específicos Risco de parametrização errada e passivo silencioso
Fidelidade Tratamento mais permissivo para pontos Exclusão dos pontos da base do CBS/IBS Ajuste de regras e lastro no ERP

Checklist L4 Taxx de prontidão (90 dias) para o cenário pós-vetos

  • Mapeamento de exposição: onde a empresa é afetada (imobiliário/ITBI, varejo/fidelidade, regimes específicos);
  • Dados e cadastros: saneamento e consistência (cliente/fornecedor/contratos/ativos);
  • Contratos e preço: revisar cláusulas de repasse, reajuste e “gatilhos” de mudança tributária;
  • Parametrização: revisar regras de base (cashback, fidelidade, regimes) e trilha de auditoria;
  • Governança: comitê interno (fiscal, financeiro, jurídico, TI, comercial) com RACI e cadência;
  • Prova e dossiê: trilha probatória para temas de risco (ITBI: marco e documentos; fidelidade: lastro e regras; SAF: base e segregações);
  • Monitoramento: acompanhar apreciação dos vetos e normativos complementares.

Modelo de scoring L4 Taxx: prontidão pós-vetos (0 a 100)

Modelo objetivo para comitê executivo priorizar orçamento e execução. Pontue cada dimensão de 0 a 20.

Dimensão 0–5 (crítico) 6–14 (atenção) 15–20 (pronto)
Processos Sem mapeamento Mapeado parcial Mapeado + controles
Sistemas (ERP) Sem testes Testes pontuais Testes fim-a-fim
Dados e cadastro Alta inconsistência Saneamento em curso Base validada
Prova e conciliação Sem trilha Trilha parcial Trilha + auditoria
Governança Sem dono Dono sem cadência Comitê + RACI + KPIs

Leitura rápida: 0–39 (risco alto), 40–69 (risco médio), 70–100 (risco controlado).

Estudos de Caso L4 Taxx – vetos e risco operacional na prática

Objetivo destes estudos de caso: demonstrar, na prática, como governança, documentação, integração sistêmica e trilha probatória reduzem risco de glosa, autuação, arbitramento e preservam margem e caixa no contexto IBS/CBS, especialmente quando vetos aumentam o peso do rito, da interpretação e da prova.

Estudo de Caso 1 – Imobiliário com ITBI: risco por marco temporal e rito municipal
  • Contexto: empresa com giro recorrente de imóveis e operações em múltiplos municípios;
  • Desafio: divergência de entendimento sobre fato gerador e documentação, elevando risco de atraso e discussão;
  • Diagnóstico L4 Taxx: ausência de dossiê padrão e inconsistência entre contrato, registro e fluxos financeiros;
  • Plano de ação: padronização de dossiê + check pré-registro + governança por município;
  • Resultado: redução de retrabalho e menor exposição a arbitramento e litígio.
Estudo de Caso 2 – Varejo com fidelidade: risco de base e parametrização
  • Contexto: programa de pontos com múltiplas regras de concessão e resgate;
  • Desafio: mudança de leitura e veto exigindo consistência de lastro e regras para evitar passivo;
  • Diagnóstico L4 Taxx: ausência de trilha de auditoria e critérios uniformes no ERP;
  • Plano de ação: governança de regras + parametrização + logs e reconciliação mensal;
  • Resultado: redução do risco de divergência e maior previsibilidade na apuração.
Estudo de Caso 3 – Setor com regime específico: impacto de veto em alíquota e base
  • Contexto: operação sujeita a regime específico e forte sensibilidade de precificação;
  • Desafio: veto altera premissas de custo e exige revisão imediata de preço/contratos;
  • Diagnóstico L4 Taxx: ausência de gatilhos contratuais e simulações de cenários;
  • Plano de ação: matriz de repasse + cenários + governança comercial-fiscal;
  • Resultado: preservação de margem e redução de disputas com clientes/fornecedores.

FAQ – principais dúvidas sobre os vetos do PLP 108 em 2026

O que muda com o veto às SAFs?

O veto reverte a redução aprovada pelo Congresso e reforça a vedação de benefício sem compensação, exigindo reprecificação e revisão de premissas e base.

Por que o veto do ITBI é tão relevante?

Porque mantém divergências municipais sobre o fato gerador, ampliando a importância de rito local, documentação e prova na operação.

Cashback e monofásico: preciso mexer no ERP em 2026?

Se sua empresa tem exposição, sim: ajuste regras, parametrização e trilha de auditoria para evitar passivo por inconsistência.

Pontos de fidelidade afetam CBS/IBS?

Podem afetar conforme a estrutura do programa. O veto exige atenção à base e à coerência de reconhecimento e lastro.

O que significa o “novo conceito de simulação tributária”?

Significa maior sensibilidade interpretativa: estruturas sem propósito negocial e sem prova robusta podem virar gatilho de autuação.

Quais áreas precisam estar no comitê interno?

Fiscal, financeiro, jurídico, TI e comercial — porque o risco é de execução (dados, contratos, parametrização e prova).

Qual é o plano mínimo de 90 dias?

Mapear exposição, saneamento de dados, revisão contratual, parametrização, trilha probatória e governança com cadência e dono claro.

Conclusão: os vetos encerram a fase “política” e iniciam a fase “probatória”

Os vetos do PLP 108 reforçam uma leitura pragmática: 2026 é o ano da prova. Onde o texto ficou menos amarrado (ITBI), você precisa de mais governança. Onde o benefício foi bloqueado (SAFs), você precisa reprecificar e ajustar premissas. Onde houve ajustes (cashback/fidelidade), você precisa parametrizar e documentar.

Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa

Diagnóstico executivo e scoring de prontidão
  • Aplicação do Modelo de scoring L4 Taxx (0–100) focado em risco pós-vetos;
  • Mapa de gaps por processos, sistemas, dados e prova;
  • Roadmap 2026–2027 com prioridades e marcos.
Governança e execução do IVA Dual
  • Comitê interno com RACI, cadência e KPIs (fiscal, financeiro, TI, jurídico e comercial);
  • Trilha probatória e conciliação (dados, documentos, contratos e bases);
  • Políticas internas para reduzir risco de autuação e retrabalho na transição.
Prevenção de passivos e preservação de margem/caixa
  • Simulações de impacto e reprecificação (cenários com e sem veto);
  • Revisão de contratos e cláusulas de repasse;
  • Controles para reduzir glosa, arbitramento e disputas futuras.

2026 não é “ano de espera”. É ano de prontidão.

A L4 Taxx traduz os vetos do PLP 108 em governança, processos e evidências — para que sua empresa atravesse a transição com previsibilidade, crédito sustentável e risco controlado.

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Ex: Matéria-prima, Energia, Telecom, Aluguéis (PJ), Serviços tomados.

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Seu faturamento anualizado ultrapassa o teto permitido para o . A simulação abaixo considera a migração obrigatória de regime.

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Caixa Líquido R$ 0,00
Hoje
Carga Tributária Atual
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Alíquota Efetiva: 0%
  • Regime: ...
  • Setor: ...
Reforma
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Alíquota IVA: 26.5%
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