A partir de janeiro de 2027, a EFD-Contribuições deixa de apurar novos fatos geradores de PIS e Cofins. Para CFO, CEO, empresário, contador e jurídico, isso não é apenas mudança de obrigação acessória — é transição estrutural de modelo, com impacto direto em créditos acumulados, compensações, compliance e governança fiscal. Quem tratar 2026 como “ano comum” corre o risco de carregar distorções para dentro da CBS.
A implementação plena da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no contexto da reforma tributária, substitui a sistemática atual de PIS e Cofins. Isso encerra a apuração tradicional pela EFD-Contribuições para novos fatos geradores, mas não elimina a obrigação imediatamente.
A EFD-Contribuições continuará sendo utilizada para gestão de saldos credores remanescentes, fiscalização e eventuais retificações. Ou seja: o passado continua existindo — e precisa ser administrado com método.
Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.
O que muda em 2027 na prática
A partir de 1º de janeiro de 2027:
- Não haverá mais apuração de novos fatos geradores de PIS e Cofins pela EFD-Contribuições;
- A CBS assume o protagonismo na tributação federal sobre o consumo;
- A escrituração da EFD permanecerá para controle de créditos acumulados e fiscalização;
- O prazo mínimo de exigência da obrigação acessória será de cinco anos após 31/12/2026.
Isso significa que a empresa precisará conviver com dois mundos: o regime antigo (para créditos e passivos remanescentes) e o novo modelo com CBS.
Gestão de créditos acumulados: o ponto crítico da transição
Empresas que possuem saldos credores relevantes de PIS e Cofins precisam estruturar agora:
- Mapeamento detalhado dos créditos acumulados;
- Validação da documentação e trilha probatória;
- Estratégia de compensação com CBS ou outros tributos federais;
- Revisão de riscos de glosa futura.
Crédito sem governança documental vira custo invisível. E custo invisível, em cenário de transição, corrói margem e caixa.
Análise técnica — Thiago Leite
“O fim da apuração de PIS e Cofins pela EFD-Contribuições não é um encerramento automático de risco. É uma migração de risco.
Quem não organizar seus créditos até 2026 levará para dentro da CBS distorções, inconsistências e vulnerabilidades que podem comprometer compensações futuras.
Transição tributária exige inventário técnico, não improviso.”
— Thiago Leite, L4 Taxx
Alerta L4 Taxx – 2026 é o ano decisivo
- Créditos acumulados sem validação podem ser glosados na compensação futura;
- Retificações tardias aumentam risco de autuação;
- Falta de conciliação entre EFD e contabilidade expõe inconsistências;
- Ausência de planejamento compromete previsibilidade de caixa.
Comparativo: empresa que prepara 2026 vs empresa que posterga
| Aspecto | Sem preparação | Com preparação estratégica |
|---|---|---|
| Créditos | Inconsistentes e vulneráveis | Mapeados e sustentáveis |
| Compensação | Risco de glosa | Previsibilidade jurídica |
| Fiscalização | Reativa | Controlada e documentada |
Checklist executivo para 2026
- Revisar saldos credores de PIS/Cofins acumulados;
- Conferir consistência entre EFD, SPED e contabilidade;
- Reavaliar parametrizações fiscais no ERP;
- Documentar critérios de apropriação de créditos;
- Definir estratégia de compensação futura.
Conclusão – a EFD não acaba, ela muda de função
A EFD-Contribuições deixa de apurar novos fatos geradores em 2027, mas continua sendo instrumento de fiscalização e controle. Empresas que estruturarem 2026 como ano de organização sairão da transição com previsibilidade. As demais carregarão passivos invisíveis para dentro da CBS.
Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa
A L4 Taxx estrutura a transição com foco em governança de créditos, segurança documental e proteção de margem.
Diagnóstico
- Inventário técnico de créditos acumulados de PIS/Cofins;
Compliance tributário
- Revisão de escrituração e trilha probatória;
Planejamento fiscal estratégico
- Estratégia de compensação com CBS e tributos federais;
Revisão e recuperação
- Correção de distorções antes da consolidação do novo modelo.
Sua empresa está pronta para a transição da EFD?
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