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Cancelamento do IBS e CBS abre nova janela no Simples

02/11/2026


Cancelamento do regime regular do IBS e da CBS entra em uma fase decisiva a partir de 3 de novembro de 2026. Microempresas e empresas de pequeno porte que optaram por apurar os novos tributos fora do recolhimento unificado do Simples Nacional poderão cancelar essa escolha até 20 de dezembro, conforme a Resolução CGSN nº 194/2026. Como o cancelamento é irretratável, a decisão precisa ser precedida por uma comparação econômica entre carga efetiva, créditos, margem, clientes, fornecedores e capital de giro.

Cancelamento do regime regular do IBS e da CBS não deve ser confundido com cancelamento da própria opção pelo Simples Nacional. São decisões distintas, com consequências diferentes. A empresa pode permanecer no Simples e, conforme a escolha efetuada, tratar IBS e CBS pela sistemática regular ou dentro do regime simplificado, razão pela qual qualquer reversão exige leitura precisa do que foi originalmente solicitado.

Resposta direta: a janela geral para cancelamento das opções realizadas para 2027 começa em 3 de novembro de 2026 e termina em 20 de dezembro de 2026. No caso do regime regular do IBS e da CBS, a escolha afeta o período de janeiro a junho de 2027 e o cancelamento é irretratável. Empresas que fizeram a opção devem utilizar o período para recalcular carga líquida, créditos, preço, margem, contratos, capital de giro e capacidade operacional antes de decidir pela manutenção ou reversão.

A abertura dessa janela ocorre imediatamente depois do encerramento do prazo para opção pelo regime regular, que terminou em 30 de outubro. Em 29 de outubro, o Ministério da Fazenda informou que mais de um milhão de contribuintes já haviam realizado a opção, demonstrando que a escolha deixou de ser uma questão teórica da Reforma Tributária e passou a atingir um universo expressivo de empresas.

O ponto central agora é diferente. Até outubro, a preocupação era decidir se valia a pena entrar no regime regular. A partir de novembro, empresas que já fizeram essa escolha passam a ter uma oportunidade limitada para validar se as premissas utilizadas continuam economicamente adequadas.

Para a L4 Taxx, esse período deve ser tratado como uma etapa de validação executiva. A empresa não deveria confirmar ou cancelar sua opção apenas com base em uma diferença nominal de alíquota, porque a escolha altera crédito tributário, relacionamento B2B, formação de preço, fluxo financeiro, documentação fiscal e processos do ERP.

Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.

Leia mais sobre:
Simples Nacional e IBS/CBS: como funciona a escolha do regime regular.

Conteúdo da Postagem:

Cancelamento do regime regular do IBS e da CBS: o que muda em novembro?

A Resolução CGSN nº 194 alterou o calendário originalmente previsto pela Resolução CGSN nº 186 e estabeleceu uma janela específica para desistência das opções realizadas em 2026. O período começa em 3 de novembro e termina em 20 de dezembro.

Para as empresas optantes pelo Simples Nacional que escolheram apurar IBS e CBS pelo regime regular, o cancelamento afeta a opção aplicável ao primeiro semestre de 2027. A norma determina expressamente que essa desistência ocorre em caráter irretratável.

São duas opções diferentes

Uma das principais fontes de erro é tratar o Simples Nacional e a escolha do regime regular do IBS e da CBS como se fossem a mesma coisa. A primeira decisão define o enquadramento da empresa no Simples. A segunda define como IBS e CBS serão apurados por uma empresa que permanece optante pelo Simples Nacional.

Por isso, antes de acessar o sistema para cancelar qualquer solicitação, o contribuinte precisa verificar qual escolha está registrada. Cancelar a opção pelo regime regular do IBS e da CBS não equivale automaticamente a sair do Simples Nacional.

A escolha realizada vale para o primeiro semestre

A opção pelo regime regular efetuada em 2026 produz efeitos entre janeiro e junho de 2027. Nesse período, as parcelas relativas ao IBS e à CBS deixam de ser recolhidas dentro do regime unificado quando a empresa permanece na sistemática regular escolhida.

Essa limitação temporal é importante para a análise financeira. A empresa não está decidindo necessariamente por um modelo permanente, mas por uma sistemática que afetará um período específico da transição da Reforma Tributária.

Aprofunde neste conteúdo:
Simples Nacional e Reforma Tributária: decisões que precisam entrar no planejamento.

Por que uma empresa pode rever a escolha do regime regular?

Uma opção realizada semanas atrás pode ter sido baseada em estimativas preliminares de créditos, alíquotas, fornecedores e comportamento dos clientes. À medida que a regulamentação avança e os dados internos são refinados, o resultado econômico pode mudar.

A janela de cancelamento permite uma revisão dessa decisão, mas não deve ser interpretada como convite para alternar de regime sem metodologia. Como o cancelamento é irretratável dentro do calendário estabelecido, o contribuinte precisa chegar à decisão com uma memória financeira defensável.

Crédito tributário pode favorecer o regime regular

Empresas que vendem predominantemente para outras pessoas jurídicas podem encontrar valor econômico na geração e apropriação de créditos ao longo da cadeia. O impacto precisa ser calculado a partir da realidade das operações e não apenas de uma premissa genérica sobre o setor.

Clientes empresariais também podem considerar a qualidade do crédito em suas decisões de compra. Dependendo do mercado, a forma de tributação pode influenciar competitividade comercial, negociação de preço e escolha de fornecedores.

Negócios B2C podem chegar a resultado diferente

Empresas voltadas ao consumidor final possuem dinâmica distinta. Como o cliente pessoa física não aproveita créditos tributários da mesma forma que uma empresa em cadeia produtiva, o efeito comercial da escolha pode ser diferente.

Nesse caso, a análise precisa se concentrar em carga efetiva, preço final, margem e capacidade de repasse. Uma decisão vantajosa para uma empresa industrial fornecedora de outra indústria pode não ser adequada para um prestador de serviços voltado predominantemente ao consumidor.

Perfil dos fornecedores pode mudar o resultado

A qualidade e o volume dos créditos de entrada dependem do desenho da cadeia. Uma empresa pode ter uma alíquota de saída aparentemente elevada e, ainda assim, apresentar carga líquida competitiva se sua estrutura de aquisições gerar créditos relevantes.

O inverso também é possível. Negócios com baixa geração de créditos podem descobrir que a opção pelo regime regular produz pressão maior sobre a margem do que indicavam os estudos preliminares.

Análise técnica — Thiago Leite

A janela de cancelamento não deve ser tratada como simples prazo burocrático. Ela é uma segunda oportunidade para testar se a escolha realizada em setembro ou outubro continua coerente depois de colocar créditos, clientes, fornecedores, preço e capital de giro na mesma planilha. O erro mais comum é comparar apenas alíquotas e ignorar o efeito econômico da cadeia.

Para o CFO, a decisão deve terminar em margem e caixa. Se o regime regular melhora o crédito do cliente, mas exige maior desembolso financeiro e investimento em sistemas, isso precisa estar modelado. Se permanecer no recolhimento do Simples reduz complexidade, mas deteriora competitividade em vendas B2B, esse custo também precisa aparecer na decisão.

— Thiago Leite, CEO L4 Taxx

Alerta L4 Taxx – o cancelamento é irretratável

A Resolução CGSN nº 194 estabelece caráter irretratável para o cancelamento realizado dentro da janela prevista. Antes de confirmar a desistência, a empresa precisa validar qual opção está cancelando, qual será o tratamento de IBS e CBS no primeiro semestre de 2027 e se os impactos comerciais, financeiros e operacionais foram efetivamente comparados.

A decisão precisa sair da alíquota e chegar à margem

O cálculo correto começa pela carga tributária, mas não termina nela. O regime escolhido pode interferir na capacidade de gerar créditos, na percepção econômica do cliente, na composição do preço e na necessidade de capital de giro.

Uma análise de decisão precisa transformar essas variáveis em margem de contribuição. Caso contrário, a empresa pode escolher o modelo aparentemente mais barato do ponto de vista fiscal e descobrir depois que perdeu competitividade comercial ou aumentou seu custo operacional.

Cliente precisa entrar na simulação

Empresas com poucos clientes relevantes devem modelar o efeito por relacionamento comercial. Um cliente industrial que valoriza créditos pode reagir de forma diferente de um consumidor final ou de uma empresa sem capacidade de aproveitamento equivalente.

A pergunta deixa de ser apenas “quanto eu pago?” e passa a ser “quanto meu cliente paga economicamente ao comprar de mim?”. Essa diferença pode influenciar negociação, desconto e até manutenção de contratos.

Compras precisa entrar na simulação

O mesmo raciocínio vale para fornecedores. A origem das aquisições, o tratamento tributário dos vendedores e a capacidade de apropriação dos créditos precisam ser mapeados para determinar a carga líquida.

Uma empresa que calcula seus créditos por percentual médio corre o risco de decidir com base em uma fotografia que não representa a realidade do mix de compras. O ideal é trabalhar por categorias materiais de fornecedor e operação.

ERP e documentos fiscais também têm custo

Optar pelo regime regular pode exigir maior capacidade de parametrização, apuração, controle de créditos e tratamento dos novos documentos fiscais. Isso possui custo de implementação, teste, suporte e governança.

Esse custo não deve ser utilizado isoladamente para rejeitar o regime regular, mas precisa integrar o cálculo. Uma economia tributária potencial pode ser reduzida quando a empresa soma tecnologia, pessoal, consultoria, conciliação e contingência operacional.

Veja também:
Reforma Tributária e integração: como sistemas passam a influenciar a decisão fiscal.

Fato, interpretação e metodologia: cancelamento do regime regular do IBS e da CBS
  • Fato confirmado: a Resolução CGSN nº 194/2026 estabeleceu a janela de 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026 para cancelamento das opções abrangidas pela norma.
  • Fato confirmado: o cancelamento da opção pelo regime regular do IBS e da CBS é realizado em caráter irretratável.
  • Fato confirmado: a opção pelo regime regular realizada em 2026 alcança o período de janeiro a junho de 2027.
  • Interpretação técnica: a janela deve ser utilizada para recalcular a decisão com dados atualizados de crédito, margem, clientes, fornecedores e custo operacional.
  • Hipótese: empresas B2B com clientes sensíveis à geração de créditos podem atribuir valor econômico maior ao regime regular do que empresas predominantemente B2C.
  • Metodologia L4 Taxx: comparar os dois cenários por operação, crédito, preço, margem, capital de giro, custo de compliance e impacto comercial antes de formalizar qualquer cancelamento.

Controles antes de cancelar a opção

Controle O que analisar/reconciliar Risco de falha Evidência recomendada
Opção registrada Identificar se a empresa optou pelo Simples, pelo regime regular ou por ambos os procedimentos aplicáveis. Cancelar opção diferente daquela que a diretoria pretende rever. Histórico da solicitação no portal oficial.
Receitas Mix B2B, B2C, produtos, serviços e clientes. Projetar efeito médio que esconde linhas deficitárias. Base de faturamento segmentada.
Créditos Aquisições, fornecedores e elegibilidade. Superestimar o benefício econômico do regime regular. Matriz de compras e créditos.
Preço e margem Preço líquido e margem em cada cenário. Escolher menor tributo e perder margem comercial. DRE gerencial por cenário.
Capital de giro Momento de débitos, créditos e desembolsos. Carga anual semelhante com pressão mensal de caixa diferente. Fluxo de caixa mensal.
Contratos Preço, tributos e cláusulas de reajuste. Escolha tributária incompatível com preço já contratado. Matriz contratual.
ERP Parametrização para cada cenário. Decisão correta sem capacidade operacional de executá-la. Casos de teste homologados.
Aprovação executiva Premissas, risco e decisão final. Cancelamento irretratável sem memória formal. Memorando e aprovação do responsável.

Checklist estratégico antes do cancelamento

  • A empresa confirmou exatamente qual opção está registrada no sistema?
  • Os dois cenários foram comparados usando dados reais de faturamento?
  • Créditos foram calculados por categoria relevante de fornecedor?
  • Clientes B2B e B2C foram analisados separadamente?
  • A margem de contribuição foi recalculada em ambos os modelos?
  • O impacto sobre capital de giro foi incluído?
  • Contratos comerciais foram revisados?
  • ERP e documentos fiscais suportam o modelo escolhido?
  • A decisão considera custos adicionais de compliance?
  • Existe memória formal antes do cancelamento irretratável?
Scoring L4 Taxx: Índice de Segurança da Decisão IBS/CBS

O Scoring L4 Taxx mede a maturidade da empresa para manter ou cancelar a opção pelo regime regular do IBS e da CBS com base em dados tributários, financeiros, comerciais e operacionais. Trata-se de metodologia própria, não oficial, não vinculante e sem garantia de menor carga tributária ou resultado econômico.

Pontuação Interpretação Conduta recomendada
0–39 Decisão sem base suficiente Não formalizar cancelamento antes de reconstruir os cenários.
40–69 Análise parcial Aprofundar créditos, clientes, margem e impacto de caixa.
70–89 Maturidade avançada Validar sistemas, contratos e aprovação executiva.
90–100 Alta segurança decisória Executar a escolha com trilha documental e monitoramento do resultado.

Como calcular o scoring de cancelamento do regime regular do IBS e da CBS

O Scoring L4 Taxx utiliza cinco dimensões de até 20 pontos cada, totalizando 100 pontos. As dimensões avaliam se a empresa possui dados suficientes para tomar uma decisão irretratável com visão tributária e econômica integrada.

Dimensão 0–5 pontos 6–10 pontos 11–15 pontos 16–20 pontos
Modelagem tributária Não existem cenários comparativos. Existe estimativa agregada de carga. Principais operações possuem comparação de débito e crédito. Cenários são calculados por produto, serviço, cliente e fornecedor com premissas rastreáveis.
Impacto comercial Clientes não foram analisados. Existe análise geral B2B/B2C. Clientes materiais possuem impacto estimado. Pricing, crédito do cliente e contratos estão integrados à decisão.
Margem e caixa Decisão considera apenas alíquota. Existe estimativa de margem sem fluxo mensal. Margem e caixa são simulados nos principais cenários. DRE, capital de giro e margem por linha estão comparados nos dois modelos.
Sistemas e compliance ERP não foi avaliado. Adaptações foram apenas estimadas. Fluxos materiais foram testados. ERP, documentos, apuração e conciliações estão homologados para o cenário escolhido.
Governança da decisão Escolha depende apenas do contador ou fiscal. Diretoria recebe análise resumida. Premissas e riscos estão documentados. Fiscal, financeiro, comercial, compras e diretoria aprovam uma memória única antes da decisão irretratável.
Como chegar à pontuação final

Atribua de 0 a 20 pontos para cada dimensão e some os cinco resultados. Exemplo: modelagem tributária 17 + impacto comercial 16 + margem e caixa 18 + sistemas e compliance 14 + governança da decisão 15 = 80 pontos. O resultado indica maturidade avançada, mas recomenda validar a preparação tecnológica e formalizar a aprovação executiva antes de efetuar um cancelamento que não poderá ser revertido dentro da mesma decisão.

Importante: o scoring é metodologia própria da L4 Taxx, não é classificação oficial da Receita Federal, CGSN, CGIBS ou qualquer autoridade, não vincula órgãos públicos, não garante menor carga tributária, crédito ou resultado financeiro e não substitui análise tributária, jurídica, contábil ou financeira individualizada.

Erros comuns antes de cancelar a opção pelo regime regular

Comparar apenas alíquotas

Alíquota nominal não mostra a carga líquida. Créditos, perfil de compras, clientes e regimes aplicáveis precisam ser incorporados antes de qualquer conclusão econômica.

Confundir cancelamento do regime regular com saída do Simples

As escolhas possuem finalidades diferentes. A empresa deve conferir exatamente qual solicitação pretende cancelar e quais efeitos decorrem dessa ação.

Desconsiderar o perfil dos clientes

Uma empresa B2B pode ter dinâmica distinta de um negócio B2C em relação ao valor econômico dos créditos. Ignorar esse aspecto pode levar a uma decisão fiscalmente lógica e comercialmente ruim.

Ignorar o capital de giro

Duas alternativas podem apresentar cargas anuais próximas e fluxos mensais bastante diferentes. O modelo de decisão precisa considerar quando o tributo é desembolsado e quando o crédito é efetivamente aproveitado.

Presumir que o ERP estará pronto

Escolher determinado modelo sem testar cadastros, documentos, apuração e conciliações cria risco de erro operacional já no início de 2027. O custo da execução precisa fazer parte da análise.

Cancelar sem memória formal

Como a desistência é irretratável, a decisão deve possuir registro de premissas, cálculos, responsáveis e aprovação. Isso protege a governança e permite explicar posteriormente por que determinado caminho foi escolhido.

Aprofunde mais:
IBS e CBS na nota fiscal: como erros operacionais podem alterar débitos e créditos.

Estudos de Caso L4 Taxx

Os três cenários abaixo são hipotéticos e exclusivamente ilustrativos, não representam clientes reais e não garantem menor tributação ou vantagem econômica em qualquer dos modelos. O objetivo é demonstrar por que a decisão de manter ou cancelar o regime regular depende da estrutura concreta de cada empresa.

Estudo de Caso – Fornecedor B2B descobre valor comercial no crédito

Uma empresa hipotética do Simples fornece componentes para indústrias maiores e havia considerado cancelar sua opção pelo regime regular por causa da complexidade operacional. Ao revisar os contratos, percebe que seus principais clientes valorizam a possibilidade de créditos na cadeia.

  • Contexto: vendas predominantemente B2B e clientes de maior porte.
  • Desafio: comparar simplificação tributária com competitividade comercial.
  • Diagnóstico L4 Taxx: a análise inicial considerava apenas carga e não o efeito econômico para o comprador.
  • Plano de ação: recalcular margem, preço, créditos e impacto por cliente antes de decidir.
  • Resultado: cenário ilustrativo em que a decisão passa a considerar valor comercial e não apenas custo fiscal.
Estudo de Caso – Prestadora B2C encontra baixa geração de créditos

Uma prestadora de serviços hipotética atende principalmente consumidores finais e possui estrutura de custos fortemente concentrada em folha. A primeira simulação do regime regular havia utilizado uma expectativa de créditos acima daquela que sua cadeia realmente apresentava.

  • Contexto: operação B2C com baixa intensidade de compras creditáveis.
  • Desafio: corrigir uma premissa que superestimava o benefício econômico do regime regular.
  • Diagnóstico L4 Taxx: o resultado líquido precisava ser recalculado com base na estrutura efetiva de custos.
  • Plano de ação: simular os dois modelos por mês, recalcular preços e medir o efeito sobre margem e caixa.
  • Resultado: cenário ilustrativo em que a janela de cancelamento funciona como mecanismo de revisão antes da entrada em vigor.
Estudo de Caso – Empresa decide corretamente, mas ERP não está preparado

Uma empresa hipotética conclui que o regime regular possui melhor resultado econômico, porém descobre que seu ERP ainda não está preparado para controlar créditos, documentos e conciliações necessários para janeiro.

  • Contexto: decisão tributária aparentemente favorável, mas execução tecnológica incompleta.
  • Desafio: avaliar se o benefício econômico supera risco e custo operacional de implementação.
  • Diagnóstico L4 Taxx: a decisão não poderia ser baseada apenas na simulação tributária.
  • Plano de ação: incorporar orçamento de tecnologia, cronograma de homologação e controles manuais de contingência ao cenário.
  • Resultado: cenário ilustrativo em que capacidade operacional passa a fazer parte da escolha tributária.

FAQ – principais dúvidas sobre cancelamento do regime regular do IBS e da CBS

Quando começa o prazo para cancelar a opção pelo regime regular do IBS e da CBS?

A janela geral de cancelamento prevista pela Resolução CGSN nº 194/2026 começa em 3 de novembro de 2026 e termina em 20 de dezembro de 2026.

O cancelamento da opção pelo regime regular é irretratável?

Sim. A Resolução CGSN nº 194 estabelece que o cancelamento realizado dentro da janela prevista é feito em caráter irretratável.

Cancelar a opção pelo regime regular exclui a empresa do Simples Nacional?

Não por si só. A opção pelo Simples Nacional e a opção pelo regime regular do IBS e da CBS são decisões distintas. A empresa precisa verificar qual opção pretende cancelar.

Qual período é afetado pela escolha do regime regular do IBS e da CBS?

A opção realizada em 2026 pelo regime regular do IBS e da CBS produz efeitos sobre o período de janeiro a junho de 2027.

O que ocorre se a empresa cancelar a opção pelo regime regular do IBS e da CBS?

Para o período abrangido pela escolha, a empresa deixa de seguir aquela opção pelo regime regular e deve observar a sistemática aplicável ao Simples Nacional para o IBS e a CBS, conforme a legislação e seu enquadramento.

Por que uma empresa pode querer rever a opção pelo regime regular?

Porque o resultado depende de créditos, perfil dos clientes, fornecedores, margem, preço, cadeia B2B ou B2C, capital de giro e capacidade operacional. Uma escolha feita com premissas antigas pode deixar de ser adequada após novas simulações.

Empresas em início de atividade seguem a mesma janela de cancelamento?

A Resolução CGSN nº 194 prevê regras específicas para empresas em início de atividade e exclui determinadas inscrições no CNPJ do calendário geral. Esses casos precisam ser avaliados separadamente.

É suficiente comparar apenas as alíquotas para decidir?

Não. A decisão deve considerar carga efetiva, créditos, preço, margem, contratos, clientes, fornecedores, fluxo financeiro e custos de conformidade, além das alíquotas nominais.

O que a empresa deve fazer antes de cancelar a opção?

Deve modelar os dois cenários, reconciliar créditos e débitos, avaliar impacto por cliente e produto, revisar contratos e ERP e formalizar a decisão com memória técnica antes de efetuar um cancelamento irretratável.

Leia também:
Tax do Futuro: decisões tributárias precisam integrar dados, negócio e governança.

Conclusão – cancelamento do regime regular do IBS e da CBS em 2026: a decisão precisa chegar ao negócio

A abertura da janela em 3 de novembro marca uma nova etapa na preparação das empresas do Simples Nacional para 2027. A escolha pelo regime regular já foi realizada por um universo relevante de contribuintes, mas a legislação permite uma última revisão dentro do período definido pela Resolução CGSN nº 194.

Essa revisão não deveria ser emocional nem baseada apenas na complexidade da Reforma Tributária. Manter ou cancelar a opção exige comparar carga líquida, créditos, perfil de clientes, fornecedores, preço, margem, capital de giro e custo operacional em um mesmo modelo de decisão.

Empresas predominantemente B2B podem atribuir valor econômico relevante aos créditos gerados na cadeia. Negócios voltados ao consumidor final ou com baixa geração de créditos podem encontrar dinâmica diferente. Não existe uma resposta universal porque a estrutura econômica do contribuinte muda o resultado.

Também é necessário medir a capacidade de execução. O modelo escolhido precisa caber no ERP, nos documentos fiscais, na contabilidade, no fluxo financeiro e na rotina do departamento tributário. Uma escolha teoricamente vantajosa pode perder valor quando a empresa não consegue operacionalizá-la com segurança.

O ponto mais sensível é a irretratabilidade do cancelamento. Isso exige que a decisão seja formalizada com memória técnica, premissas e aprovação dos responsáveis. Fiscal, financeiro, compras, comercial, contabilidade e tecnologia precisam participar quando o impacto ultrapassa a simples apuração do tributo.

A L4 Taxx pode apoiar empresas na comparação entre os cenários, transformando a opção pelo IBS e CBS em uma decisão de margem e caixa. A janela termina em dezembro, mas seus efeitos começam em janeiro; o tempo para validar premissas é agora.

Fontes oficiais consultadas

Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa

A janela de cancelamento exige uma decisão rápida, mas não superficial. A L4 Taxx pode estruturar uma comparação entre os modelos com base nas operações reais da empresa e não apenas em alíquotas médias.

Modelagem tributária
  • Comparação entre IBS/CBS no regime regular e no Simples.
  • Simulação de débitos e créditos.
  • Análise de carga efetiva por operação.
Preço e margem
  • Reprocessamento da margem de contribuição.
  • Análise de impacto B2B e B2C.
  • Revisão de preço por cliente e produto.
Compras e créditos
  • Mapeamento de fornecedores.
  • Validação das premissas de créditos.
  • Análise do custo líquido de aquisição.
ERP e compliance
  • Revisão dos requisitos de parametrização.
  • Testes de documentos fiscais e apuração.
  • Avaliação do custo operacional do modelo escolhido.
Governança da decisão
  • Memória técnica das premissas.
  • Comparação financeira dos cenários.
  • Suporte à decisão executiva antes do cancelamento irretratável.

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