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CBS na nota fiscal: adaptação ainda tem falhas

15/10/2026


CBS na nota fiscal já aparece em 86% dos documentos fiscais emitidos por empresas abrangidas pelo levantamento oficial da Reforma Tributária, mas aproximadamente 14% ainda foram transmitidos sem o destaque do novo tributo. Nos trinta dias analisados, foram cerca de 3,7 bilhões de documentos com CBS e 0,6 bilhão sem a informação. O volume mostra que a adaptação tecnológica avançou, mas também revela uma quantidade material de operações que ainda precisa ser investigada antes da cobrança integral da CBS em 2027.

CBS na nota fiscal também expõe uma diferença importante entre conseguir autorizar um documento e emitir o documento corretamente. Receita Federal e Comitê Gestor do IBS flexibilizaram determinadas regras de validação para evitar rejeição automática dos documentos fiscais durante a transição, o que significa que uma NF-e, NFC-e, CT-e ou outro documento pode ser tecnicamente autorizado mesmo quando as novas informações não estão preenchidas. Para o CFO, o risco está justamente aí: ausência de rejeição não significa ausência de erro.

Resposta direta: empresas obrigadas ao destaque precisam parar de medir o projeto da Reforma Tributária apenas pelo critério “o sistema está emitindo notas”. O indicador correto deve ser quantas operações estão saindo com CBS, quantas estão sem CBS, em quais filiais, documentos, produtos, clientes e cenários isso ocorre e se a regra aplicada corresponde ao tratamento tributário esperado. A prioridade até 2027 é transformar o período de transição em auditoria de massa do faturamento.

Os números divulgados pelo Ministério da Fazenda foram extraídos do painel de Registro de Operações de Consumo da Receita Federal. A base considerada na divulgação estava atualizada em 8 de outubro e contemplava documentos emitidos até as 23h59 de 7 de outubro de 2026.

O levantamento considerou 1.275.356 estabelecimentos de empresas obrigadas que emitiram documentos fiscais no período. Desse total, 489.326 destacaram a CBS em todas as emissões e outros 365.826 utilizaram o novo campo em parte dos documentos. Somados, 855.152 estabelecimentos, ou aproximadamente 67% da base, já apresentavam algum nível de adaptação.

Para a L4 Taxx, os dados confirmam que a Reforma Tributária entrou em uma fase diferente. A discussão já não é mais apenas desenvolver layout ou acompanhar nota técnica. Agora existe volume real suficiente para auditar comportamento do sistema, encontrar exceções e medir onde a parametrização ainda falha.

Por Thiago Leite — Especialista em Inteligência Tributária e Sócio da L4 Taxx.

Leia mais sobre:
Cronograma dos documentos fiscais: como preparar sistemas para IBS e CBS.

Conteúdo da Postagem:

CBS na nota fiscal: o percentual nacional não garante que sua empresa esteja pronta

O dado agregado de 86% é positivo para a implantação nacional, mas pode induzir uma conclusão errada dentro das empresas. Uma organização pode apresentar grande número de documentos corretos e, simultaneamente, manter falhas relevantes em uma filial, produto, canal de venda ou tipo de documento.

Por isso, o indicador nacional deve funcionar como benchmark, e não como certificado de conformidade. Cada companhia precisa calcular seus próprios percentuais por estabelecimento e operação.

Emitir CBS em parte das notas é um sinal de alerta operacional

O levantamento oficial mostra que 365.826 estabelecimentos destacaram a CBS apenas em parte dos documentos. Esse grupo merece atenção especial porque demonstra que o ambiente técnico consegue emitir a informação em alguns cenários, mas não necessariamente em todos.

A causa pode ser legítima em determinadas operações, mas também pode indicar versões diferentes de ERP, parametrizações incompletas, filiais fora da atualização, regras fiscais divergentes, contingências ou exceções de negócio que ainda não foram homologadas.

O problema pode estar escondido pela própria taxa de sucesso

Uma empresa que emite milhões de documentos pode apresentar 98% de conformidade e ainda possuir dezenas de milhares de documentos potencialmente inconsistentes. Percentual alto não substitui análise de materialidade.

O controle precisa considerar quantidade, valor financeiro, perfil do cliente e natureza das operações afetadas. Uma exceção de baixo volume pode ser muito relevante se concentrar operações B2B de grande valor.

Aprofunde neste conteúdo:
IBS e CBS na nota fiscal: como falhas de faturamento podem se transformar em risco tributário.

A autorização do documento não significa conformidade

Durante a implantação, Receita Federal e CGIBS anunciaram flexibilização das regras de validação para impedir que documentos fiscais eletrônicos fossem automaticamente rejeitados pela ausência de informações relativas à CBS e ao IBS em determinados documentos.

A medida foi importante para evitar paralisação do faturamento durante a transição. Ao mesmo tempo, ela transferiu parte do controle para dentro da empresa: se o ambiente autorizador não bloqueia todas as falhas, o contribuinte precisa criar suas próprias travas e relatórios de exceção.

Esse é um risco clássico de falso positivo

Em muitos projetos fiscais, o time considera uma homologação bem-sucedida quando a nota é autorizada. Durante uma transição regulatória, porém, a autorização apenas confirma que o documento passou pelas validações vigentes naquele ambiente.

Ela não confirma necessariamente que todos os campos tributários esperados foram preenchidos nem que a lógica usada corresponde à operação econômica realizada.

O controle precisa ocorrer depois da emissão

Além dos testes preventivos, empresas precisam analisar documentos efetivamente autorizados. Essa auditoria pós-emissão permite comparar o que estava previsto na regra fiscal com o XML realmente transmitido.

É nessa etapa que aparecem erros de integração, arredondamento, eventos de contingência, produtos sem parametrização, interfaces antigas e divergências entre ambientes.

Análise técnica — Thiago Leite

O dado mais importante não é que 86% dos documentos já possuem CBS. É que existe uma massa gigantesca de documentos reais capaz de mostrar onde os projetos estão falhando. Empresas que ainda tratam 2026 apenas como fase de desenvolvimento estão desperdiçando a melhor oportunidade de testar suas regras com produção efetiva antes da cobrança integral.

O CFO deveria receber um dashboard simples: percentual de documentos com CBS, percentual sem CBS, valor financeiro das exceções, filiais afetadas, principais causas e prazo de correção. Se essa informação não existe, o projeto pode estar tecnicamente avançado e, ao mesmo tempo, sem governança executiva.

— Thiago Leite, CEO L4 Taxx

Alerta L4 Taxx – nota autorizada sem CBS pode mascarar falha de implantação

A flexibilização das validações foi criada para evitar interrupções durante a transição. Ela não deve ser interpretada como autorização permanente para ignorar os campos previstos na regulamentação. Empresas que utilizarem a ausência de rejeição como critério de conformidade podem chegar a 2027 com exceções sistêmicas já replicadas em grande volume.

Os níveis de adaptação variam conforme o documento fiscal

Os dados oficiais mostram diferenças relevantes entre os modelos. No CT-e, utilizado por transportadoras de cargas, 87% dos emissores já destacavam a CBS em todas ou em parte das emissões. Na NFCom, utilizada nos setores de telecomunicações e comunicação, o percentual era de 82%.

Na NFC-e, comum no varejo ao consumidor final, 81% dos emissores já apresentavam algum nível de destaque. Na NF-e, amplamente utilizada por indústrias, atacadistas e distribuidores, o percentual informado era de 78%.

Documento Percentual de emissores com algum destaque Risco empresarial a monitorar
CT-e 87% Rotas, tipos de prestação, subcontratação e integrações do TMS.
NFCom 82% Planos, serviços combinados, faturamento recorrente e sistemas legados.
NFC-e 81% PDV, lojas, contingência, cadastro de produtos e versões descentralizadas.
NF-e 78% Operações B2B, créditos, industrialização, devoluções, benefícios e regras por item.

Essas diferenças mostram que a complexidade não é uniforme. Cada documento possui ecossistema tecnológico, regras de negócio e tipos de operação próprios. Uma empresa que emite NF-e e CT-e, por exemplo, pode precisar conduzir dois planos de homologação paralelos.

O Simples Nacional está fora desse comparativo

A divulgação oficial esclarece que os optantes pelo Simples Nacional não estão obrigados a destacar a CBS neste ano e foram excluídos dos percentuais. Isso é essencial para interpretar corretamente o indicador.

Comparar uma pequena empresa do Simples com o universo apresentado pelo painel levaria a conclusão incorreta sobre sua obrigação em 2026. A análise sempre precisa considerar regime e enquadramento.

Veja também:
Programa de conformidade de IBS e CBS: como corrigir falhas durante a transição.

A auditoria deve sair do XML isolado e chegar à operação completa

Verificar a existência do campo da CBS é apenas a primeira camada. Depois de confirmar o destaque, a empresa precisa testar se a informação está correta para aquela operação.

Isso significa analisar produtos, serviços, clientes, benefícios, devoluções, cancelamentos, notas complementares, transferências, importações e demais situações relevantes para cada negócio.

Cadastro ruim se transforma em erro em escala

Quando a regra tributária depende de atributos existentes no cadastro, qualquer erro passa a ser replicado automaticamente. Um produto incorretamente classificado pode gerar milhares de documentos inconsistentes antes que alguém perceba o problema.

A transição deve ser utilizada para testar não apenas a nova lógica de CBS, mas também a qualidade estrutural do cadastro mestre.

Filiais podem estar operando com versões diferentes

Grupos com sistemas descentralizados precisam comparar versões de ERP, motor fiscal, middleware e software de emissão por estabelecimento. Uma atualização realizada na matriz não garante que todas as unidades tenham recebido a mesma configuração.

Esse cenário pode explicar empresas que apresentam destaque em parte das notas, mas não em todas as operações aparentemente semelhantes.

Contingência merece testes próprios

Ambientes alternativos de emissão nem sempre percorrem exatamente as mesmas integrações utilizadas pelo fluxo normal. Falhas que não aparecem durante operação padrão podem surgir quando a empresa ativa contingência.

Testar esses cenários antes de 2027 reduz o risco de descobrir a divergência justamente durante indisponibilidade do sistema principal.

Aprofunde mais:
Reforma Tributária e integração de sistemas: como APIs e dados entram no novo compliance.

Fato, interpretação e metodologia: CBS na nota fiscal
  • Fato confirmado: nos trinta dias analisados pela Receita, empresas abrangidas emitiram aproximadamente 3,7 bilhões de documentos fiscais com CBS e 0,6 bilhão sem o destaque.
  • Fato confirmado: 855.152 dos 1.275.356 estabelecimentos considerados apresentaram CBS em todas ou em parte das emissões, o equivalente a aproximadamente 67%.
  • Interpretação técnica: a diferença entre o percentual de documentos com destaque e o percentual de estabelecimentos adaptados indica que grandes emissores podem puxar o volume nacional para cima enquanto muitas unidades ainda possuem adaptação parcial.
  • Hipótese: empresas com múltiplos ERPs, filiais, PDVs, motores fiscais ou regras manuais tendem a apresentar concentração maior de exceções em operações específicas, mesmo quando o indicador global parece satisfatório.
  • Metodologia L4 Taxx: medir cobertura por documento, estabelecimento, operação e valor financeiro; classificar cada exceção; corrigir causa raiz; reprocessar testes; e manter monitoramento contínuo até estabilização.

Checklist estratégico para auditar a CBS nos documentos fiscais

  • A empresa conhece seu percentual real de documentos com e sem CBS?
  • O indicador está segregado por estabelecimento e tipo de documento?
  • As operações sem destaque foram classificadas entre corretas e inconsistentes?
  • ERP, motor fiscal e faturamento utilizam a mesma versão de regras?
  • Produtos e serviços possuem cadastro tributário revisado?
  • Devoluções, complementos, cancelamentos e contingências foram testados?
  • O XML autorizado é comparado automaticamente à regra esperada?
  • As filiais possuem responsáveis por tratar exceções?
  • O impacto financeiro das divergências está mensurado?
  • Existe dashboard executivo de evolução da adaptação?
Scoring L4 Taxx: Índice de Maturidade da CBS no Faturamento

O Scoring L4 Taxx mede a capacidade da empresa de emitir, monitorar e corrigir documentos fiscais na transição da CBS. A metodologia avalia não apenas se o campo existe, mas se existe governança sobre as exceções e sobre a qualidade da informação transmitida.

Pontuação Interpretação Conduta recomendada
0–39 Exposição crítica Mapear imediatamente documentos sem destaque e revisar arquitetura fiscal.
40–69 Adaptação parcial Eliminar divergências entre estabelecimentos, operações e sistemas.
70–89 Maturidade avançada Automatizar auditoria pós-emissão e tratar exceções residuais.
90–100 Alta maturidade Manter monitoramento contínuo e simulações para 2027.

Como calcular o scoring de CBS na nota fiscal

O Scoring L4 Taxx utiliza cinco dimensões de até 20 pontos cada, totalizando 100 pontos. A avaliação deve usar dados reais de produção, e não apenas evidências de testes em ambiente de homologação.

Dimensão 0–5 pontos 6–10 pontos 11–15 pontos 16–20 pontos
Cobertura documental Empresa não mede documentos com e sem CBS. Mede apenas indicador agregado. Indicadores existem por modelo de documento. Cobertura é medida por documento, filial, operação e valor.
Cadastro tributário Cadastros não foram revisados. Revisão ocorreu apenas em produtos relevantes. Principais produtos e serviços possuem regra validada. Cadastro mestre possui governança, versionamento e revisão periódica.
Integração sistêmica Sistemas possuem regras independentes sem reconciliação. Integrações foram testadas apenas nos fluxos principais. Fluxos relevantes passaram por homologação integrada. ERP, motor fiscal, PDV, TMS e faturamento possuem monitoramento automatizado.
Auditoria pós-emissão Nota autorizada é considerada automaticamente correta. Revisão ocorre por amostragem eventual. Exceções materiais são monitoradas. XML é comparado sistematicamente à regra fiscal esperada.
Governança de exceções Falhas não possuem dono ou prazo. Correções são tratadas caso a caso. Existe backlog com responsáveis. Dashboard executivo, SLA, causa raiz e reteste fazem parte da rotina.
Como chegar à pontuação final

Atribua de 0 a 20 pontos para cada dimensão e some os cinco resultados. Exemplo: cobertura documental 17 + cadastro tributário 16 + integração sistêmica 14 + auditoria pós-emissão 15 + governança de exceções 13 = 75 pontos. O resultado indica maturidade avançada, mas mostra que as exceções ainda precisam de governança mais forte e integração tecnológica mais homogênea.

Importante: o scoring é metodologia própria da L4 Taxx, não é classificação oficial da Receita Federal ou do CGIBS, não vincula autoridades, não garante conformidade fiscal, ausência de autuação ou resultado econômico e não substitui análise tributária, jurídica, contábil, financeira ou tecnológica individualizada.

Erros comuns na adaptação da CBS aos documentos fiscais

Considerar o projeto concluído porque o XML foi autorizado

Esse é provavelmente o maior risco da fase atual. Enquanto algumas validações permanecem flexibilizadas, a autorização não demonstra preenchimento integral nem correção material das novas informações.

Medir apenas o percentual global da empresa

Uma taxa consolidada pode esconder filial inteira sem adaptação ou operação específica com alto valor financeiro. O indicador precisa ser segmentado.

Ignorar documentos emitidos em contingência

Fluxos alternativos podem usar integrações ou versões diferentes do ambiente normal. A contingência precisa fazer parte do roteiro de homologação.

Atualizar o ERP e esquecer sistemas satélites

PDV, TMS, e-commerce, middleware, billing e ferramentas específicas podem participar da formação do documento. Um único componente desatualizado pode impedir o destaque correto.

Não revisar o XML depois da emissão

A auditoria prévia verifica a configuração; a auditoria pós-emissão confirma o resultado. Empresas precisam das duas camadas para descobrir diferenças entre regra planejada e documento efetivamente transmitido.

Esperar 2027 para corrigir exceções

A cobrança integral da CBS aumenta o custo de qualquer falha sistêmica. O período atual existe justamente para permitir que exceções sejam detectadas com antecedência.

Leia também:
Tax do Futuro: por que processos, dados e governança definem o novo compliance tributário.

Estudos de Caso L4 Taxx

Os três cenários abaixo são hipotéticos e exclusivamente ilustrativos, não representam clientes reais e não garantem conformidade, redução de risco, economia ou resultado perante autoridades. O objetivo é demonstrar como uma empresa aparentemente adaptada ainda pode possuir falhas importantes.

Estudo de Caso – Indústria apresenta indicador global elevado e filial desatualizada

Uma indústria hipotética acompanha apenas o percentual nacional de notas com CBS e conclui que o projeto está praticamente finalizado. Ao segmentar por estabelecimento, descobre que uma filial utiliza versão antiga do motor fiscal.

  • Contexto: grupo com ERP central e componentes locais.
  • Desafio: encontrar exceção escondida pelo grande volume da matriz.
  • Diagnóstico L4 Taxx: indicador consolidado mascarava baixa cobertura de uma unidade.
  • Plano de ação: criar dashboard por CNPJ, atualizar o componente local e reprocessar cenários de teste.
  • Resultado: cenário ilustrativo de melhoria da visibilidade operacional antes de 2027.
Estudo de Caso – Varejista perde destaque durante contingência

Uma rede hipotética emite NFC-e corretamente em condições normais, mas durante indisponibilidade do sistema principal utiliza fluxo alternativo que não recebeu a mesma atualização fiscal.

  • Contexto: milhares de operações diárias em PDVs distribuídos.
  • Desafio: garantir tratamento tributário consistente em ambiente de contingência.
  • Diagnóstico L4 Taxx: testes anteriores cobriam apenas o fluxo normal.
  • Plano de ação: incluir contingência no roteiro de homologação e criar alerta para XML sem os campos esperados.
  • Resultado: cenário ilustrativo de redução de risco em situações de indisponibilidade tecnológica.
Estudo de Caso – Distribuidor emite CBS, mas a regra por produto está incorreta

Um distribuidor hipotético alcança praticamente todas as emissões com o novo campo preenchido e considera o projeto encerrado. Uma auditoria por SKU mostra que determinada família possui cadastro tributário desatualizado.

  • Contexto: sistema tecnicamente adaptado e grande catálogo de mercadorias.
  • Desafio: diferenciar presença do campo de correção material da informação.
  • Diagnóstico L4 Taxx: o problema estava no cadastro mestre, não no leiaute do documento.
  • Plano de ação: revisar famílias de maior materialidade, ajustar o cadastro e repetir testes históricos.
  • Resultado: cenário ilustrativo de evolução de conformidade técnica para conformidade tributária.

FAQ – principais dúvidas sobre CBS na nota fiscal

Quantos documentos fiscais já trazem destaque da CBS?

Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Fazenda, nos trinta dias analisados foram emitidos aproximadamente 3,7 bilhões de documentos fiscais com destaque da CBS e 0,6 bilhão sem o destaque entre empresas abrangidas pelo levantamento.

Quantos estabelecimentos já estão destacando a CBS?

Dos 1.275.356 estabelecimentos de empresas obrigadas que emitiram documentos no período analisado, 489.326 destacaram a CBS em todos os documentos e 365.826 em parte deles. Isso corresponde a cerca de 67% dos estabelecimentos com algum nível de destaque.

Uma nota sem CBS é automaticamente rejeitada?

Não necessariamente. Receita Federal e CGIBS flexibilizaram regras de validação para evitar rejeição automática de determinados documentos pela ausência dos campos de CBS e IBS durante a transição. A ausência de rejeição técnica, porém, não deve ser confundida com conformidade material.

Empresas do Simples Nacional estão incluídas nesses percentuais?

Não. A divulgação oficial informa que as empresas optantes pelo Simples Nacional, que não estão obrigadas a destacar a CBS neste ano, foram excluídas desse cálculo.

Quais documentos apresentam maior nível de adaptação?

No levantamento divulgado, o CT-e apresentou 87% dos emissores com destaque em todas ou parte das emissões, seguido pela NFCom com 82%, NFC-e com 81% e NF-e com 78%.

Por que algumas notas podem sair com CBS e outras sem CBS na mesma empresa?

Isso pode decorrer de diferenças entre filiais, operações, produtos, ambientes de emissão, versões de ERP, contingências, parametrizações ou regras fiscais. O diagnóstico exige análise por estabelecimento, documento e tipo de operação.

O que deve ser auditado no ERP antes de 2027?

A empresa deve revisar cadastro de produtos e serviços, regras fiscais, classificações aplicáveis, bases, alíquotas, benefícios, layouts, integrações, documentos complementares, devoluções, cancelamentos, contingências e comunicação com sistemas de faturamento e contabilidade.

Qual é o principal risco de esperar 2027 para revisar os documentos?

O principal risco é chegar ao início da cobrança efetiva com falhas sistêmicas já replicadas em grande escala, afetando faturamento, apuração, créditos, preço, clientes e reconciliação fiscal.

Conclusão – CBS na nota fiscal entrou na fase de auditoria real

Os dados oficiais mostram que a implantação avançou de maneira significativa. Quase nove em cada dez documentos considerados no levantamento já apresentavam a CBS, demonstrando que empresas e fornecedores de tecnologia conseguiram colocar grande parte da infraestrutura em produção.

Ao mesmo tempo, os 0,6 bilhão de documentos sem destaque mostram que a transição está longe de ser homogênea. A questão empresarial agora é localizar exatamente onde estão essas exceções dentro de cada organização.

O primeiro passo é medir. Toda empresa relevante deveria conhecer sua taxa de cobertura por documento, estabelecimento, operação e valor financeiro. Sem esse indicador, o avanço do projeto permanece baseado em percepção.

O segundo passo é diferenciar autorização técnica de conformidade tributária. A flexibilização das regras de validação ajudou a preservar o faturamento durante a implantação, mas tornou ainda mais importante a existência de controles internos que identifiquem campos ausentes ou inconsistentes.

O terceiro passo é auditar as notas que já estão sendo produzidas. O período de transição oferece uma massa real de documentos capaz de revelar falhas que dificilmente apareceriam apenas em roteiros de homologação.

O quarto passo é transformar exceções em causa raiz. Uma nota sem CBS pode ser consequência de cadastro, sistema, filial, contingência ou natureza válida da própria operação. Apenas classificar o documento como “erro” não resolve o problema; é necessário descobrir por que ele foi emitido dessa forma.

O quinto passo é conectar o projeto ao financeiro e ao negócio. A partir de 2027, erros de documento podem repercutir em preço, apuração, créditos, contas a receber, relacionamento com clientes e fluxo de caixa. A Reforma Tributária não é apenas um projeto do departamento fiscal.

A L4 Taxx pode apoiar empresas na auditoria dos documentos fiscais, parametrizações e exceções da CBS, transformando os dados de produção em um plano objetivo de preparação para 2027. O objetivo não é apenas alcançar 100% de documentos preenchidos, mas garantir que cada informação transmitida represente corretamente a operação realizada.

Fontes oficiais consultadas

Como a L4 Taxx pode apoiar sua empresa

A fase atual da Reforma Tributária permite substituir percepção por evidência. A L4 Taxx pode revisar documentos reais de produção e identificar onde a adaptação ainda apresenta falhas.

Auditoria dos documentos fiscais
  • Levantamento de documentos com e sem CBS.
  • Segmentação por filial, modelo e operação.
  • Análise de XMLs efetivamente autorizados.
Revisão de parametrizações
  • Validação das regras tributárias do ERP.
  • Revisão de cadastros de produtos e serviços.
  • Mapeamento de exceções e tratamentos específicos.
Testes de integração
  • ERP, motor fiscal e faturamento.
  • PDV, e-commerce, TMS e sistemas satélites.
  • Cenários normais e de contingência.
Governança das exceções
  • Dashboard executivo de cobertura.
  • Classificação de causa raiz.
  • Responsáveis, prazos e retestes.
Preparação para a cobrança efetiva
  • Simulação dos impactos de 2027.
  • Revisão do efeito sobre preços e créditos.
  • Integração entre fiscal, tecnologia, financeiro e comercial.

Sua empresa sabe quais notas ainda estão saindo sem CBS?

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Simulador: Nota Fiscal (Reforma Tributária)

Calcule o impacto da transição para o novo modelo de impostos: incidência "por fora" do IBS (0,1%) e CBS (0,9%) sobre a base deduzida.

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Regra 2026: O cálculo "por fora" exige a dedução dos impostos atuais da base dos novos tributos para não gerar "imposto sobre imposto".
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Carga Tributária Atual da Nota

Valores médios sugeridos baseados no seu regime. Você deve ajustá-los de acordo com sua contabilidade.

Transição 2026 (Cálculo Por Fora)

Valor da Nota R$ 0,00
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Base Excluída R$ 0,00 (Sem PIS/COFINS/ISS/ICMS)
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IBS + CBS (1%) R$ 0,00
Hoje
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R$ 0,00
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  • ISS/ICMS: R$ 0,00
  • PIS/COFINS: R$ 0,00
Reforma Tributária
Adicional a Pagar
R$ 0,00
Nova Carga Total: 0%
  • IBS (0,1% s/ Base): R$ 0,00
  • CBS (0,9% s/ Base): R$ 0,00
Transparência Matemática

Memória de Cálculo (Fase de Testes 1,0%)

Entenda como é feita a extração para evitar a bitributação (imposto sobre imposto):

Fórmula / Descrição Alíquota Nominal Valor
(+) Valor Bruto da Nota - R$ 0,00
(-) Impostos Atuais (Exclusão) 0% - R$ 0,00
(=) Base de Cálculo Arbitrada (Reforma) - R$ 0,00
(+) Novo Imposto Estadual/Municipal (IBS) 0,10% R$ 0,00
(+) Novo Imposto Federal (CBS) 0,90% R$ 0,00
NOVA CARGA TOTAL (Atuais + Reforma) 0% R$ 0,00
Diagnóstico L4

Análise Técnica e Impacto de Caixa

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