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Deságio abusivo precatório: cuidado

06/07/2026


Deságio abusivo em precatório não é apenas “comprar com desconto”. Deságio faz parte do mercado de cessão porque o comprador antecipa dinheiro, assume prazo, risco, documentação, atualização, comunicação, bloqueios, tributos e incertezas. O problema começa quando o credor, pressionado por urgência, falta de informação ou medo de perder o crédito, aceita uma proposta muito baixa sem saber valor líquido, prazo provável de pagamento, risco real, alternativas de acordo direto, possibilidade de venda parcial e comparação com uma proposta transparente da L4 Ativos.

Vender precatório com deságio pode ser uma decisão inteligente. O credor recebe antes, elimina parte do risco de espera e transforma um crédito judicial futuro em liquidez imediata. Mas o desconto precisa ter lógica econômica. Ele deve refletir prazo, risco, ente devedor, fase do processo, natureza do crédito, valor líquido, documentação, tributação, bloqueios, penhoras, cessões anteriores e custo de capital.

O que não faz sentido é aceitar preço baixo demais apenas porque alguém disse que “precatório demora”, “o governo não paga”, “se não vender hoje perde”, “o valor pode sumir”, “há uma taxa escondida” ou “ninguém paga mais que isso”. Esse tipo de abordagem pode explorar desinformação e urgência do credor.

O Provimento CNJ nº 207/2025 reforça que acordos diretos dependem de livre manifestação das partes sobre todos os seus termos, incluindo deságio, e que inexiste obrigatoriedade de o credor aceitar qualquer percentual ofertado. Embora essa regra trate dos acordos diretos com entes devedores, ela traz uma lição importante para o mercado privado: credor informado não deve aceitar desconto sem comparar.

A L4 Ativos avalia precatórios com foco em proposta transparente, valor líquido, risco real, saldo livre, documentação e venda segura.

Por Bruno Leite — Especialista em Ativos Judiciais e Sócio da L4 Ativos.

Leia mais sobre:
Acordo direto com deságio alto: vale aceitar ou vender fora?

Conteúdo da Postagem:

O que é deságio em precatório?

Deságio é o desconto aplicado sobre o valor do precatório para que o credor receba antes do prazo normal de pagamento. Em vez de aguardar a fila, o credor vende o crédito por um valor menor, recebe liquidez imediata e transfere ao comprador o direito de receber no futuro.

O deságio pode ser legítimo quando reflete fatores reais:

  • prazo provável de pagamento;
  • risco do ente devedor;
  • natureza alimentar, comum ou tributária;
  • fase do precatório;
  • atualização por IPCA, Selic ou regra aplicável;
  • risco de bloqueio, penhora ou alvará;
  • existência de herdeiros, menor ou incapaz;
  • honorários, IR, PSS e retenções;
  • cessões anteriores;
  • comunicação ao tribunal e ao ente devedor.

O desconto, portanto, não é errado por si só. O problema é quando ele não tem explicação, não é comparado, não considera valor líquido ou nasce de pressão sobre o credor.

Quando o deságio pode ser abusivo?

A expressão “deságio abusivo” deve ser usada com cautela. Nem todo desconto alto é juridicamente abusivo. Às vezes, o precatório tem risco real, prazo longo, documentação complexa, bloqueio, herdeiros, penhora ou ente devedor com fila difícil. Nesses casos, o desconto pode ser economicamente justificável.

O alerta surge quando o preço é muito baixo sem justificativa técnica, quando o comprador explora urgência do credor, quando omite dados relevantes, quando usa medo para forçar assinatura, quando não apresenta contrato claro, quando não calcula valor líquido ou quando impede o credor de comparar propostas.

O Código Civil trata da lesão quando uma pessoa, por premente necessidade ou inexperiência, obriga-se a prestação manifestamente desproporcional. Em relações de consumo, quando aplicável, o Código de Defesa do Consumidor veda exigir vantagem manifestamente excessiva do consumidor. Essas referências não significam que toda cessão de precatório com deságio seja inválida. Significam que desproporção, vulnerabilidade e falta de informação podem gerar risco jurídico e reputacional.

Por isso, comprador sério explica o preço. Comprador predatório esconde a conta.

Aprofunde neste conteúdo:
Golpe do falso advogado: taxa para liberar precatório existe?

Preço baixo demais pode ser golpe?

Pode ser golpe, mas nem sempre. Às vezes, a proposta baixa é apenas uma proposta ruim. Em outras situações, pode ser parte de fraude: o suposto comprador promete pagar depois, exige procuração ampla, pede documentos sensíveis, cobra taxa antecipada, pressiona para assinatura, não apresenta CNPJ, evita contrato, não informa valor cedido ou tenta captar crédito sem pagamento rastreável.

O golpe mais comum envolve taxa falsa para liberar precatório. Mas também existem abordagens com promessa de compra, adiantamento inexistente, contrato confuso e cessão mal explicada.

Venda segura exige:

  • comprador identificado;
  • proposta formal;
  • contrato claro;
  • valor cedido definido;
  • pagamento rastreável;
  • análise de titularidade;
  • verificação de saldo livre;
  • comunicação adequada quando aplicável.

Deságio baixo demais sem transparência é sinal de alerta.

Análise técnica — Bruno Leite

O deságio é o preço da liquidez. Ele pode ser justo quando traduz prazo, risco e custo do capital. Mas se o comprador não explica a conta, não avalia o processo, não calcula valor líquido e pressiona o credor em situação de urgência, o desconto deixa de parecer mercado e começa a parecer exploração de assimetria de informação.

O credor não precisa aceitar a primeira proposta. Ele precisa entender o ativo que possui. Precatório bem documentado, com saldo livre e prazo claro, deve ser negociado com governança. Liquidez não pode ser confundida com desespero.

— Bruno Leite, CEO L4 Ativos

Alerta L4 ATIVOS – Preço baixo demais exige explicação
  • Deságio não é ilegal por si só, mas precisa ter lógica econômica;
  • Proposta muito baixa sem cálculo, contrato e justificativa é sinal de alerta;
  • Urgência financeira do credor não deve ser usada para impor perda desproporcional;
  • Valor bruto não basta: é preciso calcular valor líquido e saldo livre;
  • Venda parcial pode resolver a necessidade de caixa sem vender o crédito inteiro;
  • L4 Ativos trabalha com análise, documentação, proposta clara e pagamento rastreável.

10 sinais de que a proposta de compra do precatório pode ser baixa demais

1. O comprador não explica como chegou ao preço

Uma proposta séria deve ter lógica. O comprador pode não revelar todos os seus critérios internos, mas precisa explicar os fatores básicos: prazo estimado, risco do ente devedor, fase do precatório, valor líquido, eventuais bloqueios, honorários, retenções, atualização e documentação.

Se alguém simplesmente diz “é isso ou nada”, sem demonstrar análise, o credor deve desconfiar. O preço pode estar se aproveitando da falta de informação.

O credor não precisa entender todos os detalhes financeiros, mas precisa saber o que está vendendo e por que o preço foi calculado daquele modo.

Preço sem explicação é pressão, não negociação.

2. A proposta usa o valor bruto para assustar, mas paga sobre cálculo confuso

Alguns compradores mostram o valor bruto do precatório, depois aplicam desconto, abatimentos, taxas, “risco”, “custo operacional” e outras reduções sem transparência. O credor termina sem saber qual valor foi usado como base.

A proposta correta deve separar:

  • valor bruto;
  • valor atualizado;
  • honorários;
  • IR ou PSS quando aplicáveis;
  • bloqueios ou penhoras;
  • cessões anteriores;
  • saldo livre;
  • valor efetivamente oferecido.

Sem essa separação, o credor pode aceitar desconto sobre uma base errada.

Valor líquido é a referência da negociação.

3. O comprador pressiona para assinatura imediata

Urgência excessiva é sinal de alerta. Frases como “só pago esse valor hoje”, “não fale com ninguém”, “se consultar advogado perde a proposta”, “o mercado vai cair”, “o governo não paga” ou “amanhã não compro mais” podem indicar tentativa de impedir comparação.

Precatório é ativo relevante. O credor tem direito de entender, pedir orientação, consultar documentos e comparar alternativas.

Pressa pode existir quando há edital, pagamento próximo ou oportunidade específica. Mas comprador sério explica a razão da urgência. Comprador predatório usa medo.

Quem impede reflexão geralmente teme comparação.

4. A proposta ignora pagamento próximo ou banco indicado

Se o precatório está perto de pagamento, com banco indicado, demonstrativo emitido ou valor disponibilizado, o deságio tende a ser menor, salvo restrições relevantes. Se mesmo assim a proposta é extremamente baixa, é preciso entender o motivo.

Pode haver alvará, bloqueio, CPF irregular, falecimento, cessão anterior ou penhora. Mas se não há restrição, vender com desconto muito alto pode não fazer sentido.

O credor deve comparar a proposta com o prazo real de saque.

Quanto mais próximo e livre o pagamento, maior deve ser o cuidado com deságio exagerado.

5. O comprador ignora superpreferência

Idosos, pessoas com doença grave ou deficiência podem ter direito à superpreferência em parte do crédito. Se o comprador desconsidera esse ponto e oferece preço baixo sobre o valor integral, o credor pode vender com desconto uma parcela que talvez pudesse receber de forma prioritária.

A estratégia correta pode ser receber a superpreferência e vender apenas o saldo remanescente. Isso pode gerar melhor resultado econômico.

A venda total nem sempre é a melhor venda.

Comprador sério avalia prioridade antes de propor.

6. A proposta desconsidera venda parcial

Se o credor precisa de dinheiro urgente, talvez não precise vender o precatório inteiro. A venda parcial pode gerar o caixa necessário e preservar parte do crédito para pagamento futuro.

Proposta que força venda total, sem discutir venda parcial, pode ser menos vantajosa. Em alguns casos, o credor vende R$ 1 milhão de crédito porque precisa de R$ 150 mil. Isso pode ser ruim se o restante poderia ser mantido.

Venda parcial exige contrato claro, valor cedido, saldo remanescente e comunicação adequada, mas pode ser solução mais equilibrada.

Liquidez inteligente não precisa destruir todo o ativo.

7. O comprador não avalia bloqueios, penhoras e cessões anteriores

Paradoxalmente, proposta muito rápida também pode ser perigosa para o comprador e para o vendedor. Se ninguém analisou penhora, bloqueio, honorários, IR, PSS, cessão anterior, herdeiros ou menor incapaz, o preço pode estar errado.

Se o comprador paga sem due diligence, pode tentar resolver depois descontando valores, atrasando pagamento ou criando conflito contratual. Se o comprador usa esses riscos de forma genérica para reduzir demais o preço, o credor também perde.

A análise deve ser específica. “Tem risco” não basta. Qual risco? Qual valor? Qual impacto?

Risco genérico não justifica qualquer deságio.

8. A proposta envolve taxa antecipada

Venda de precatório não deve começar com cobrança de taxa para liberar proposta, desbloquear valor, pagar guia, autenticar documento, reservar compra ou “habilitar” crédito. Pedido de PIX antecipado é sinal grave.

A fraude do falso advogado usa esse método. Alguns falsos compradores também podem usar linguagem de mercado para cobrar valores do credor antes de pagar pela cessão.

Na venda segura, o fluxo é: análise, proposta, contrato, formalização e pagamento rastreável. O credor não deve pagar taxa para ser comprado.

Se pediram dinheiro antes de pagar você, pare e valide.

9. O contrato não informa valor cedido

Contrato de cessão precisa ser claro. Deve indicar processo, precatório, cedente, cessionário, valor cedido, cessão total ou parcial, saldo remanescente, forma de pagamento, responsabilidades e documentos.

Contrato genérico, com termos amplos e sem valor cedido, pode gerar disputa futura. Em precatórios federais, a Portaria AGU 225/2026 reforçou a importância de identificar valor cedido e comunicação ao ente devedor federal quando aplicável.

Se o contrato não define o que está sendo vendido, o credor pode vender mais do que pretendia ou receber menos do que imaginava.

Clareza contratual protege o preço.

10. O comprador impede comparação com outra proposta

O credor deve comparar. O Provimento CNJ nº 207/2025 é claro ao afirmar que o credor não é obrigado a aceitar qualquer percentual de deságio em acordos diretos. No mercado privado, a lógica de proteção econômica também recomenda comparação.

Comparar não é deslealdade. É prudência. Precatório pode representar anos de trabalho, aposentadoria, herança, empresa, indenização ou patrimônio familiar.

Antes de aceitar proposta baixa, peça avaliação da L4 Ativos. Uma segunda análise pode mostrar se o preço faz sentido, se a venda parcial é melhor ou se o saque está próximo.

Quem compara vende melhor.

Veja também:
Venda parcial de precatório: solução inteligente ou fonte de conflito?

Deságio justo ou deságio de alerta?

A tabela abaixo ajuda o credor a diferenciar desconto econômico legítimo de proposta que exige atenção redobrada.

Situação Deságio pode ser justificável? Sinal de alerta Direcionamento L4 Ativos
Fila longa e ente devedor com atraso Sim, prazo e risco podem justificar desconto maior. Preço sem cálculo ou sem explicar prazo real. Calcular valor presente, risco e proposta transparente.
Precatório com banco indicado e sem restrição Menos justificável para deságio muito alto. Comprador ignora proximidade do saque. Comparar saque próximo com proposta de venda.
Crédito com bloqueio ou penhora Sim, desde que o risco seja específico. Usar risco genérico para reduzir demais o preço. Separar saldo livre, saldo bloqueado e valor cedível.
Credor com urgência financeira Pode justificar venda, não exploração. Pressão para assinatura imediata ou sigilo forçado. Avaliar venda parcial e proposta com pagamento rastreável.
Contrato sem valor cedido claro Não é boa prática. Cessão ampla, confusa ou sem saldo remanescente. Exigir contrato claro, valor cedido e cessão total ou parcial.
Checklist estratégico para não vender precatório barato demais
  • Você sabe o valor atualizado do precatório?
  • Você sabe o valor líquido após honorários, IR, PSS e retenções?
  • O precatório está em fila, provisionado, depositado ou com banco indicado?
  • Existe previsão real de pagamento?
  • Há bloqueio, penhora, alvará ou valor à disposição do juízo?
  • Há herdeiros, menor, incapaz ou espólio?
  • Há cessão anterior total ou parcial?
  • O crédito é alimentar, comum ou tributário?
  • A atualização por IPCA, Selic ou regra aplicável foi considerada?
  • O comprador explicou a lógica do preço?
  • A proposta separa valor bruto, valor líquido e saldo livre?
  • O contrato informa processo, precatório e valor cedido?
  • A cessão é total ou parcial?
  • Existe saldo remanescente?
  • O pagamento será rastreável?
  • O comprador pediu taxa antecipada?
  • Houve pressão para assinar sem comparar?
  • Você avaliou venda parcial?
  • Você comparou com acordo direto, saque ou espera?
  • A L4 Ativos já avaliou se a proposta é coerente com risco, prazo e valor líquido?
Scoring L4 Ativos: índice de risco de deságio abusivo

O scoring abaixo ajuda o credor a avaliar se a proposta recebida parece proporcional, se exige comparação ou se pode indicar risco de venda ruim.

Pontuação Interpretação Conduta recomendada
0–39 pontos Risco alto. Proposta sem cálculo, sem contrato claro, com pressão, taxa antecipada ou valor cedido indefinido. Não assinar antes de validar comprador, crédito, valor líquido e alternativas.
40–69 pontos Risco intermediário. Há proposta real, mas faltam comparação, demonstrativo, saldo livre ou justificativa do deságio. Pedir segunda análise e simular venda parcial, acordo ou espera.
70–89 pontos Boa segurança. O preço tem justificativa, mas ainda deve ser comparado com prazo real e valor líquido. Negociar com base em dados e revisar contrato antes de assinar.
90–100 pontos Alta segurança. Valor líquido, risco, prazo, contrato, pagamento e comunicação estão claros. Avançar se a venda estiver alinhada à estratégia patrimonial do credor.

Como calcular o scoring da proposta de compra

Clareza do preço: até 25 pontos

Atribua até 25 pontos se a proposta explica valor bruto, valor líquido, deságio, prazo, risco, saldo livre e forma de pagamento.

Documentação do crédito: até 25 pontos

Atribua até 25 pontos se processo, precatório, demonstrativo, ente devedor, natureza do crédito, atualização, honorários e retenções foram analisados.

Risco processual: até 20 pontos

Atribua até 20 pontos se bloqueios, penhoras, alvará, herdeiros, menor, incapaz, CPF, CNPJ e cessões anteriores foram verificados.

Governança da cessão: até 20 pontos

Atribua até 20 pontos se contrato, valor cedido, cessão total ou parcial, saldo remanescente, pagamento rastreável e comunicação ao tribunal ou à AGU estão claros.

Comparação de alternativas: até 10 pontos

Atribua até 10 pontos se o credor comparou venda, venda parcial, acordo direto, saque, espera e proposta da L4 Ativos.

Veja também:
Precatório com pagamento disponibilizado: ainda vale vender?

Erros comuns que fazem o credor vender barato demais

Aceitar a primeira proposta

A primeira proposta pode ser boa, mas precisa ser comparada. Sem comparação, o credor não sabe se o deságio reflete mercado ou apenas oportunidade para o comprador.

Negociar sem saber valor líquido

Quem não sabe valor líquido negocia no escuro. Honorários, IR, PSS, penhoras e bloqueios podem mudar o valor real do ativo.

Confundir urgência com obrigação de vender tudo

Necessidade de caixa não significa vender 100% do crédito. Venda parcial pode atender à urgência e preservar saldo futuro.

Ignorar pagamento próximo

Se o precatório está perto de saque e sem restrição, desconto alto pode não fazer sentido. O prazo real precisa ser conferido.

Acreditar em medo genérico

Frases como “o governo não paga” ou “precatório sempre atrasa” não substituem análise de ente devedor, fila, orçamento e fase do crédito.

Assinar contrato sem valor cedido

Contrato sem valor cedido, data-base, saldo remanescente e forma de pagamento cria risco de conflito.

Pagar taxa para vender

Pedido de taxa antecipada para liberar compra, cadastro ou pagamento é sinal de alerta e pode indicar golpe.

Estudos de Casos - L4 ATIVOS

Os estudos abaixo mostram como a comparação e a organização documental podem evitar venda de precatório por preço inadequado.

Caso de Sucesso 1 - Credor recebeu proposta muito baixa sem explicação

Um servidor aposentado recebeu proposta de compra com deságio elevado, mas o comprador não explicou prazo, valor líquido nem risco do crédito.

  • Contexto: precatório alimentar federal com pagamento previsto;
  • Desafio: saber se o desconto era compatível com risco real;
  • Plano de ação: análise de TRF, demonstrativo, banco, prazo, valor líquido e comparação de proposta;
  • Resultado: o credor passou a negociar com base em dados e evitou aceitar preço sem justificativa.
Caso de Sucesso 2 - Empresa precisava de caixa, mas não precisava vender tudo

Uma empresa queria vender todo o precatório por urgência financeira, mas a necessidade de caixa era menor do que o crédito total.

  • Contexto: precatório empresarial com saldo livre e necessidade de capital de giro;
  • Desafio: evitar deságio sobre o crédito integral quando a empresa precisava apenas de parte do valor;
  • Plano de ação: simulação de venda parcial, valor cedido, saldo remanescente e uso do dinheiro;
  • Resultado: a venda parcial apareceu como alternativa mais equilibrada para gerar liquidez sem sacrificar todo o ativo.
Caso de Sucesso 3 - Herdeiros quase venderam valor sem descontar cessão antiga

Herdeiros de um credor falecido receberam proposta com base no valor bruto, mas havia cessão parcial feita pelo titular em vida.

  • Contexto: precatório de servidor falecido com cessão anterior;
  • Desafio: identificar saldo real dos herdeiros antes da venda;
  • Plano de ação: revisão de contrato antigo, inventário, quotas, saldo livre e proposta da L4 Ativos;
  • Resultado: a negociação passou a considerar apenas o saldo livre e legitimamente cedível.

FAQ - Deságio abusivo em precatórios

As respostas abaixo esclarecem dúvidas frequentes de credores, servidores, empresas, herdeiros, pensionistas e titulares de precatórios que receberam proposta de compra baixa ou têm medo de vender por preço injusto.

Todo deságio em precatório é abusivo?

Não. O deságio é normal na venda de precatórios porque o comprador antecipa dinheiro e assume prazo e risco. O alerta surge quando o desconto é desproporcional, sem explicação ou imposto sob pressão.

Como saber se a proposta é baixa demais?

Compare valor líquido, prazo provável de pagamento, risco do ente devedor, bloqueios, documentação, venda parcial e outras propostas. Proposta sem cálculo deve ser revisada.

Posso negociar o preço?

Sim. O credor pode pedir explicação, comparar alternativas e negociar. Não existe obrigação de aceitar a primeira proposta.

Se estou com urgência, devo vender mesmo com deságio alto?

Depende. A urgência pode justificar venda, mas não vender mal. Venda parcial pode ser alternativa para gerar caixa sem ceder todo o crédito.

Preço baixo demais pode ser golpe?

Pode ser apenas proposta ruim, mas também pode estar associado a fraude se houver taxa antecipada, contrato confuso, comprador sem identificação ou pressão para assinatura.

Contrato precisa indicar valor cedido?

Sim. A cessão deve indicar claramente o crédito, o valor cedido, se a venda é total ou parcial, o saldo remanescente e a forma de pagamento.

A L4 Ativos paga o maior preço do mercado?

A L4 Ativos trabalha com análise de risco, valor líquido, prazo, documentação e proposta transparente. O objetivo é oferecer compra segura, com preço coerente e operação rastreável.

Vale pedir avaliação da L4 Ativos antes de aceitar outra proposta?

Sim. A avaliação pode ajudar o credor a entender se o deságio recebido faz sentido, se a venda parcial é melhor ou se o pagamento está próximo o suficiente para esperar.

Leia também:
Precatório para pagar dívida ativa: compensar ou vender?

Aprofunde mais aqui:
Governança em precatórios 2026: vender com segurança

Conclusão: deságio justo tem explicação; deságio perigoso tem pressão

Vender precatório com desconto pode ser uma decisão estratégica. O credor recebe antes, evita parte do risco de espera e transforma um crédito judicial em liquidez. Mas desconto só faz sentido quando está conectado a prazo, risco, valor líquido, documentação e estratégia patrimonial.

Quando a proposta é baixa demais, sem cálculo, sem contrato claro, sem identificação do comprador, sem pagamento rastreável ou acompanhada de pressão, o credor deve parar e comparar. Precatório é ativo patrimonial. Não deve ser vendido como se fosse problema sem valor.

O ponto central é que o credor não precisa escolher entre esperar no escuro e vender barato. Existe um caminho intermediário: calcular, documentar, comparar e negociar com segurança.

A L4 Ativos avalia precatórios para orientar credores sobre valor líquido, prazo, risco, deságio, venda parcial, proposta de compra e segurança da cessão.

Serviços relacionados

A L4 Ativos compra precatórios federais, estaduais, municipais, alimentares, comuns, tributários, empresariais, de servidores, pensionistas, herdeiros e credores que desejam antecipar liquidez com segurança.

Análise de proposta de compra
  • Verificação de processo, precatório, TRF, TJ, ente devedor, fase e previsão de pagamento;
  • Apuração de valor bruto, valor líquido, honorários, IR, PSS, bloqueios, penhoras e cessões anteriores;
  • Comparação entre venda total, venda parcial, acordo direto, saque, espera e uso fiscal;
  • Análise de contrato, valor cedido, saldo remanescente, pagamento rastreável e comunicação aplicável;
  • Avaliação de deságio com base em risco real, prazo e documentação.
Compra segura com proposta transparente
  • Avaliação profissional antes da proposta;
  • Contrato de cessão com identificação clara do crédito e do valor cedido;
  • Pagamento rastreável e formalização transparente;
  • Sem cobrança de taxa antecipada para liberar análise ou compra;
  • Direcionamento da venda para a L4 Ativos, com foco em liquidez, governança e segurança jurídica.

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Antes de aceitar deságio alto, assinar contrato confuso ou vender o crédito inteiro por urgência, envie seu caso para análise da L4 Ativos. Avaliamos valor líquido, prazo, risco, saldo livre, venda parcial, documentação e possibilidade de compra segura com proposta transparente.

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