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Precatório após 1º de fevereiro: quando recebe?

10/07/2026


Precatório após 1º de fevereiro passou a exigir atenção redobrada do credor. Com a Emenda Constitucional nº 136/2025, o marco de apresentação dos precatórios transitados em julgado para inclusão no orçamento foi antecipado de 2 de abril para 1º de fevereiro. Na prática, o precatório apresentado depois dessa data deve ser incluído no orçamento para pagamento somente no segundo exercício seguinte, e o período entre 1º de fevereiro e 31 de dezembro do ano seguinte não terá juros de mora sobre o crédito. Essa mudança altera prazo, valor presente, custo de espera e decisão entre vender ou aguardar pagamento.

Para o credor, a data de apresentação deixou de ser um detalhe técnico. Ela pode definir se o pagamento entra no próximo ciclo orçamentário ou se será empurrado para um ciclo posterior. Isso afeta aposentados, servidores, pensionistas, empresas, herdeiros, advogados e beneficiários que contam com o precatório para reorganizar a vida financeira.

O problema é que muitos credores olham apenas o valor bruto do precatório e ignoram o calendário. Mas um crédito de valor alto, quando deslocado para pagamento mais distante, precisa ser analisado com outra lógica: prazo maior, menor previsibilidade, possível ausência de juros de mora no intervalo, risco fiscal, custo de oportunidade e necessidade real de liquidez.

A Emenda Constitucional nº 136/2025 também alterou regras de atualização e compensação de mora. Segundo a Câmara, a partir de 1º de agosto de 2025, a atualização monetária dos precatórios passa a observar o IPCA, com compensação de mora por juros simples de 2% ao ano, sem juros compensatórios; quando IPCA mais 2% ao ano superar a Selic, a Selic substitui essa composição.

A L4 Ativos avalia precatórios apresentados após 1º de fevereiro para calcular prazo provável, valor líquido, custo de espera, impacto da correção e possibilidade de venda segura.

Por Bruno Leite — Especialista em Ativos Judiciais e Sócio da L4 Ativos.

Leia mais sobre:
Precatório sem juros de mora: vender?

Conteúdo da Postagem:

O que significa precatório após 1º de fevereiro?

Precatório após 1º de fevereiro é aquele que não entrou dentro do novo marco constitucional de apresentação para inclusão no orçamento do exercício seguinte. Antes, a data relevante era 2 de abril. Com a EC 136/2025, o limite foi antecipado para 1º de fevereiro.

Essa antecipação reduziu a janela para que o precatório transite em julgado, seja liquidado, requisitado e apresentado a tempo de entrar no orçamento do ano seguinte.

Na prática, isso significa que um atraso de poucos dias ou semanas na apresentação pode gerar impacto financeiro de muitos meses. Para quem esperava receber no próximo ciclo, a mudança pode empurrar o pagamento para o segundo exercício seguinte.

O credor precisa verificar:

  • data do trânsito em julgado;
  • data da expedição da requisição;
  • data de apresentação ao tribunal;
  • ente devedor;
  • natureza do crédito;
  • existência de pendências, impugnações ou correções;
  • previsão orçamentária aplicável.

Sem essa checagem, a expectativa de recebimento pode estar errada.

Precatório apresentado depois de 1º de fevereiro recebe quando?

Pela regra divulgada pelo Senado na promulgação da EC 136/2025, os precatórios apresentados depois de 1º de fevereiro devem ser incluídos no orçamento para pagamento somente no segundo exercício seguinte. Além disso, de 1º de fevereiro até 31 de dezembro do ano seguinte, não haverá juros de mora sobre os precatórios. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

Isso muda a leitura econômica da espera. O credor pode imaginar que está aguardando apenas o próximo orçamento, mas, se o precatório ficou fora do marco, a fila pode ser mais longa.

Exemplo prático: se um precatório não entrou até 1º de fevereiro do ano de referência, ele pode não ser pago no exercício seguinte, mas apenas no segundo exercício seguinte, conforme a regra aplicável ao caso. Isso aumenta o tempo de carregamento do crédito.

A consequência é direta: prazo maior reduz o valor presente do precatório.

Por que o prazo de 1º de fevereiro virou ponto crítico?

Porque o prazo define planejamento financeiro. Um credor que esperava receber em um ano pode descobrir que o pagamento ficou mais distante. Para quem tem dívidas, empresa em dificuldade, necessidade familiar, tratamento de saúde, inventário, financiamento ou oportunidade de investimento, esse deslocamento muda a decisão.

O novo marco também pressiona advogados e credores a acompanharem o processo com antecedência. Não basta ganhar a ação. É necessário verificar se o crédito foi liquidado, se a requisição foi apresentada corretamente e se não houve erro que tenha atrasado a entrada no orçamento.

O credor deve se perguntar:

  • meu precatório entrou até 1º de fevereiro?
  • se não entrou, qual será o novo ciclo de pagamento?
  • haverá período sem juros de mora?
  • qual será a correção aplicável?
  • o valor líquido futuro compensa a espera?
  • uma venda parcial resolveria minha necessidade de liquidez?

Aprofunde neste conteúdo:
Custo de esperar precatório: como calcular em 2026?

Perder o prazo de 1º de fevereiro diminui o valor do precatório?

Não necessariamente diminui o valor nominal de forma imediata, mas pode reduzir o valor econômico do crédito. O valor econômico considera o dinheiro no tempo.

Se o credor precisa esperar mais meses ou mais um ciclo orçamentário, ele perde a possibilidade de usar o dinheiro hoje. Esse custo pode aparecer em dívidas com juros altos, oportunidades perdidas, inflação, incerteza fiscal e urgências patrimoniais.

Além disso, a ausência de juros de mora em parte do período pode tornar a espera menos compensadora do que o credor imagina.

Por isso, a pergunta correta não é apenas “quanto vou receber no futuro?”. A pergunta correta é: quanto vale esse dinheiro hoje, considerando prazo, risco, correção e minha necessidade de liquidez?

Precatório fora do prazo pode ser vendido?

Sim, pode ser analisado. O fato de o precatório ter sido apresentado depois de 1º de fevereiro não impede, por si só, uma venda. Na verdade, para alguns credores, o deslocamento do pagamento para o segundo exercício seguinte pode tornar a venda mais relevante.

A venda pode fazer sentido quando:

  • o prazo ficou mais longo do que o esperado;
  • o credor tem dívida com juros altos;
  • há necessidade urgente de caixa;
  • o ente devedor tem histórico de atraso;
  • o valor líquido futuro não compensa a espera;
  • existe risco de novas pendências;
  • a venda parcial resolve o problema sem abrir mão de todo o crédito.

Mas a venda não deve ser decidida apenas pelo medo. É necessário calcular saldo livre, valor líquido, correção, prazo e proposta de compra.

Análise técnica — Bruno Leite

O marco de 1º de fevereiro transformou calendário em variável patrimonial. Antes, muitos credores olhavam apenas valor e fila. Agora, a data de apresentação pode deslocar o pagamento para outro exercício e afetar a lógica de espera.

Quando o precatório fica fora do prazo, a análise precisa considerar valor presente, ausência de juros de mora em parte do período, correção aplicável, risco do ente devedor e custo financeiro do credor. Em alguns casos, esperar continua sendo racional. Em outros, vender parte ou vender tudo pode preservar valor econômico.

Precatório não deve ser analisado só pelo valor bruto. Deve ser analisado pelo tempo que falta até virar dinheiro disponível.

— Bruno Leite, CEO L4 Ativos

Alerta L4 ATIVOS – Precatório após 1º de fevereiro pode demorar mais
  • Novo marco constitucional antecipou a data de apresentação para 1º de fevereiro;
  • Precatório apresentado depois pode ser pago apenas no segundo exercício seguinte;
  • Período sem juros de mora pode reduzir a compensação financeira da espera;
  • Valor bruto futuro não deve ser comparado diretamente com proposta à vista;
  • Venda parcial pode ser alternativa para quem precisa de liquidez sem vender tudo;
  • L4 Ativos calcula prazo, valor líquido e custo de esperar antes da proposta.

10 pontos para analisar se o precatório ficou após 1º de fevereiro

1. Confirmar a data exata de apresentação

O primeiro passo é localizar a data em que o precatório foi apresentado ao tribunal competente. Essa data não deve ser confundida com a data da sentença, trânsito em julgado, cálculo, expedição ou simples movimentação processual.

A data relevante para o ciclo orçamentário é a apresentação da requisição conforme a regra aplicável.

Se essa data passou de 1º de fevereiro, o credor precisa recalcular sua expectativa de pagamento.

2. Verificar se o crédito estava transitado em julgado

O marco de apresentação se relaciona a precatórios transitados em julgado. Portanto, é necessário verificar se não havia recurso pendente, impugnação, discussão de cálculo ou pendência que atrasou a formação definitiva do crédito.

Se o processo ainda não estava pronto, o precatório pode ter perdido a janela orçamentária.

Essa análise ajuda a entender se o atraso foi inevitável ou se existe algum erro que precisa ser corrigido.

3. Conferir se houve erro no ofício requisitório

Erro no ofício requisitório pode atrasar a apresentação ou gerar retificação. Dados de beneficiário, CPF, CNPJ, valor, natureza do crédito, honorários, ente devedor e data-base precisam estar corretos.

Se o precatório ficou fora do prazo por erro material, pode ser necessário avaliar pedido de correção, responsabilidade processual ou medida adequada.

Para venda, o comprador precisa saber se o crédito está regular ou se depende de retificação.

4. Identificar se o pagamento foi deslocado para o segundo exercício seguinte

O credor deve verificar se o precatório será incluído no orçamento do exercício seguinte ou somente no segundo exercício seguinte.

Essa informação é decisiva para comparar espera e venda. Quanto mais distante o pagamento, maior tende a ser o custo econômico da espera.

A análise deve considerar calendário, ente devedor, fila e orçamento.

5. Calcular o período sem juros de mora

A regra divulgada pelo Senado informa que, de 1º de fevereiro até 31 de dezembro do ano seguinte, não haverá juros de mora sobre os precatórios apresentados depois da data de corte.

Isso significa que o credor precisa calcular quanto tempo ficará aguardando sem essa compensação moratória.

Quanto maior o intervalo, mais importante fica a análise de valor presente.

6. Comparar IPCA, Selic e juros simples de 2% ao ano

A atualização do crédito precisa ser analisada conforme a regra aplicável. Segundo a Câmara, a atualização passa a considerar IPCA e compensação de mora por juros simples de 2% ao ano, com substituição pela Selic quando IPCA mais 2% ao ano superar a taxa no mesmo período.

Essa regra pode limitar expectativas de crescimento do crédito.

O credor não deve presumir que o valor futuro crescerá de forma suficiente para compensar todos os meses de espera.

7. Separar valor bruto e valor líquido

Valor bruto não é dinheiro no bolso do credor. Antes de comparar venda e espera, é necessário descontar IR, PSS, RRA, honorários, penhoras, bloqueios, cessões anteriores, superpreferência paga e valores de terceiros.

A proposta de compra deve ser comparada com o valor líquido disponível futuro, não com o total da requisição.

Esse é um dos erros mais comuns em decisões sobre precatórios.

8. Considerar risco do ente devedor

Precatórios federais, estaduais, distritais e municipais têm níveis diferentes de previsibilidade. Estados, municípios e Distrito Federal também foram afetados pelas novas regras de limite de pagamento conforme estoque em atraso e receita corrente líquida, conforme informações oficiais da Câmara sobre a EC 136.

Por isso, um precatório fora do prazo em ente com fila longa pode ter risco maior do que um precatório em ente com pagamento mais previsível.

A decisão precisa ser individualizada.

9. Simular venda total e venda parcial

O credor não precisa escolher apenas entre esperar tudo ou vender tudo. A venda parcial pode resolver uma necessidade imediata de caixa e preservar parte do crédito para o pagamento futuro.

Essa estratégia pode ser interessante quando o credor:

  • tem dívida urgente;
  • precisa reforçar empresa;
  • quer preservar parte do ganho futuro;
  • não quer carregar todo o risco de prazo;
  • precisa de liquidez sem abrir mão de todo o precatório.

Mas a cessão parcial precisa delimitar valor cedido, saldo remanescente e responsabilidades.

10. Pedir análise antes de decidir esperar

Esperar pode ser correto. Vender também pode ser correto. O erro é decidir sem cálculo.

Antes de escolher, o credor deve reunir:

  • número do processo;
  • número do precatório;
  • data de apresentação;
  • ofício requisitório;
  • demonstrativo atualizado;
  • ente devedor;
  • informações sobre IR, PSS e RRA;
  • honorários;
  • penhoras, bloqueios ou cessões anteriores;
  • previsão de pagamento.

Com esses dados, a L4 Ativos compara venda, espera, venda parcial e estratégia de liquidez.

Veja também:
Precatório sem juros de mora: vender?

Precatório após 1º de fevereiro: o que muda na prática?

A tabela abaixo mostra como o novo marco pode afetar prazo, preço e decisão patrimonial.

Fator analisado Risco para o credor Impacto na decisão Direcionamento L4 Ativos
Apresentação após 1º de fevereiro Pagamento pode ser deslocado para o segundo exercício seguinte. Aumenta o custo de esperar. Calcular prazo provável e valor presente.
Ausência de juros de mora no intervalo Menor compensação financeira pela demora. Pode favorecer venda ou venda parcial. Comparar proposta com valor líquido futuro.
Erro no requisitório Atraso, retificação ou pendência documental. Pode reduzir segurança da venda. Revisar documentos antes da proposta final.
Valor bruto sem deduções Expectativa inflada de recebimento. Comparação errada com proposta à vista. Usar valor líquido disponível.
Ente devedor com fila longa Prazo maior e incerteza fiscal. Venda pode reduzir exposição ao tempo. Avaliar histórico e regime de pagamento.
Venda parcial Contrato impreciso pode gerar conflito de saldo. Pode equilibrar liquidez e preservação do crédito. Delimitar parcela cedida e saldo remanescente.
Checklist estratégico para precatório após 1º de fevereiro
  • O precatório foi apresentado até 1º de fevereiro?
  • Se passou da data, ele ficou para o segundo exercício seguinte?
  • O crédito já estava transitado em julgado?
  • A requisição foi expedida corretamente?
  • Houve erro no ofício requisitório?
  • Existe pedido de retificação?
  • Há recurso ou impugnação de cálculo?
  • O ente devedor é federal, estadual, distrital ou municipal?
  • Qual é a previsão real de pagamento?
  • Haverá período sem juros de mora?
  • Qual regra de correção monetária se aplica?
  • O valor consultado é bruto ou líquido?
  • Há IR, PSS, RRA ou outras retenções?
  • Há honorários contratuais ou sucumbenciais?
  • Há penhora, bloqueio ou cessão anterior?
  • O credor tem dívida cara ou urgência financeira?
  • A venda parcial resolveria parte do problema?
  • A proposta foi comparada com o valor presente?
  • O credor sabe quanto receberia se esperasse?
  • A L4 Ativos já avaliou prazo, saldo livre e custo da espera?
Scoring L4 Ativos: índice de decisão para precatório fora do prazo

O scoring abaixo ajuda o credor a entender se a espera ainda faz sentido ou se a venda deve ser considerada com mais atenção.

Pontuação Interpretação Conduta recomendada
0–39 pontos Risco alto. O credor não sabe se perdeu o marco, qual ciclo de pagamento se aplica, nem qual é o valor líquido. Não vender nem esperar sem analisar data, orçamento, correção e saldo livre.
40–69 pontos Risco intermediário. O crédito existe, mas o prazo maior pode reduzir a vantagem da espera. Comparar venda, venda parcial e valor líquido futuro.
70–89 pontos Boa segurança. A data, o prazo e o valor líquido estão razoavelmente claros, mas falta medir liquidez. Simular proposta e calcular custo de esperar.
90–100 pontos Alta clareza. Data de apresentação, prazo, valor líquido, correção, restrições e necessidade financeira estão mapeados. Decidir entre vender, vender parte ou esperar com base em cálculo patrimonial.

Como calcular o scoring do prazo após 1º de fevereiro

Data de apresentação e ciclo orçamentário: até 25 pontos

Atribua até 25 pontos se está claro se o precatório entrou até 1º de fevereiro ou se ficou para o segundo exercício seguinte.

Regra de correção e juros: até 25 pontos

Atribua até 25 pontos se IPCA, Selic, juros simples e ausência de mora foram considerados no cálculo.

Valor líquido disponível: até 20 pontos

Atribua até 20 pontos se IR, PSS, RRA, honorários, penhoras, bloqueios e cessões anteriores foram descontados.

Risco do ente devedor e prazo real: até 20 pontos

Atribua até 20 pontos se o histórico de pagamento, fila, orçamento e regime do ente devedor foram avaliados.

Estratégia de liquidez: até 10 pontos

Atribua até 10 pontos se o credor comparou venda total, venda parcial, espera e uso imediato do dinheiro.

Veja também:
Preço do precatório: fatores antes de vender

Erros comuns em precatório expedido depois de 1º de fevereiro

Achar que a data não muda o pagamento

A data de apresentação pode alterar o ciclo orçamentário e deslocar o recebimento para mais longe.

Confundir expedição com apresentação

O credor precisa saber quando a requisição foi apresentada ao tribunal, não apenas quando houve decisão ou cálculo.

Comparar proposta com valor bruto

O valor bruto pode incluir retenções, honorários, bloqueios e parcelas que não serão recebidas pelo credor.

Ignorar o período sem juros de mora

Quando há período sem juros de mora, esperar pode gerar custo financeiro maior do que o credor imagina.

Não considerar venda parcial

Vender parte pode resolver necessidade urgente e preservar saldo para o futuro.

Desconsiderar risco do ente devedor

Estados, municípios, Distrito Federal e União têm regimes e previsibilidade diferentes.

Esperar sem calcular dívida pessoal

Se o credor paga juros altos em dívidas, a espera pode ser mais cara do que o desconto da venda.

Estudos de Casos - L4 ATIVOS

Os estudos abaixo mostram como a data de 1º de fevereiro pode mudar a decisão entre vender, esperar ou vender parcialmente.

Caso de Sucesso 1 - Servidor descobriu que o pagamento ficou para ciclo posterior

Um servidor acreditava que receberia no próximo exercício, mas o precatório foi apresentado depois do novo marco de 1º de fevereiro.

  • Contexto: precatório alimentar com valor relevante e expectativa de pagamento próxima;
  • Desafio: recalcular prazo, correção, período sem juros de mora e valor líquido futuro;
  • Plano de ação: análise da data de apresentação, ofício requisitório, ente devedor, IR, PSS e saldo livre;
  • Resultado: o credor passou a comparar a proposta com o novo prazo real, e não com a expectativa anterior.
Caso de Sucesso 2 - Empresa usou venda parcial após perder a janela

Uma empresa tinha precatório para receber, mas a apresentação posterior ao marco aumentou o prazo de pagamento.

  • Contexto: precatório empresarial com necessidade de reforço de caixa;
  • Desafio: comparar custo do capital de giro com a espera pelo segundo exercício seguinte;
  • Plano de ação: simulação de venda parcial, saldo remanescente, correção e uso da liquidez para reduzir dívida;
  • Resultado: a empresa avaliou antecipar parte do crédito sem vender toda a posição judicial.
Caso de Sucesso 3 - Herdeiros comparavam proposta com prazo errado

Herdeiros avaliavam vender precatório, mas usavam uma previsão de pagamento baseada na regra antiga e sem considerar a data de apresentação.

  • Contexto: precatório de sucessores com inventário, honorários e retenções;
  • Desafio: calcular valor líquido por herdeiro e prazo real de recebimento;
  • Plano de ação: análise de data de apresentação, quotas, inventário, honorários, IR e saldo disponível;
  • Resultado: a família passou a decidir com base no valor líquido e no ciclo correto de pagamento.

FAQ - Precatório após 1º de fevereiro e venda segura

As respostas abaixo esclarecem dúvidas frequentes de credores, servidores, aposentados, empresas, herdeiros, advogados e beneficiários que querem saber quando o precatório será pago.

Precatório apresentado depois de 1º de fevereiro recebe quando?

Pela regra divulgada na promulgação da EC 136/2025, precatórios apresentados depois de 1º de fevereiro devem ser incluídos no orçamento para pagamento somente no segundo exercício seguinte.

Antes o prazo era 2 de abril?

Sim. A EC 136/2025 antecipou o marco de apresentação de 2 de abril para 1º de fevereiro, reduzindo a janela para inclusão no orçamento do exercício seguinte.

Ficar após 1º de fevereiro tira juros de mora?

Segundo o Senado, de 1º de fevereiro até 31 de dezembro do ano seguinte não haverá juros de mora sobre os precatórios apresentados depois da data de corte.

Isso significa que o valor não será corrigido?

Não necessariamente. A regra envolve atualização monetária e compensação de mora por critérios próprios, como IPCA, juros simples de 2% ao ano e substituição pela Selic quando aplicável.

Precatório fora do prazo pode ser vendido?

Pode ser analisado. O prazo maior pode tornar a venda mais relevante, principalmente se o credor precisa de liquidez ou tem dívidas caras.

Venda parcial pode ser melhor?

Sim. A venda parcial pode gerar dinheiro imediato e preservar parte do crédito para o pagamento futuro.

Como saber se vale a pena esperar?

É preciso comparar valor líquido futuro, prazo real, correção, ausência de juros de mora, risco do ente devedor e proposta de compra.

A L4 Ativos avalia precatório apresentado após 1º de fevereiro?

Sim. A L4 Ativos avalia prazo, ciclo orçamentário, valor líquido, saldo livre, venda total, venda parcial e custo da espera.

Leia também:
Vender todo ou parte do precatório em 2026

Aprofunde mais aqui:
Precatórios em 2026: vender, esperar ou estruturar liquidez?

Conclusão: depois de 1º de fevereiro, prazo vira custo

Precatório apresentado depois de 1º de fevereiro não deve ser analisado como se estivesse no mesmo ciclo de pagamento dos precatórios apresentados dentro do prazo. A nova regra pode deslocar o recebimento para o segundo exercício seguinte e reduzir a compensação financeira da espera em parte do período.

O credor que decide esperar precisa saber exatamente qual é o calendário, qual regra de correção se aplica, qual é o valor líquido disponível e se há juros de mora no intervalo. Sem isso, a decisão pode ser baseada em expectativa errada.

A venda também não deve ser automática. Em alguns casos, esperar pode continuar sendo melhor. Em outros, vender parte ou vender o saldo livre pode transformar um crédito distante em liquidez imediata, especialmente quando há dívida cara, urgência financeira ou risco fiscal.

A L4 Ativos avalia precatórios apresentados após 1º de fevereiro para orientar credores sobre prazo, valor presente, venda segura, venda parcial e proteção patrimonial.

Serviços relacionados

A L4 Ativos compra precatórios federais, estaduais, distritais e municipais, alimentares, comuns, tributários, empresariais, de servidores, aposentados, pensionistas, herdeiros e credores que desejam antecipar liquidez com segurança.

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